
"O que há maior ou menor que um
toque?"
....................................... Walt
Whithman

Abelhas: nossas aliadas!
As abelhas aumentam a produtividade das laranjas em 2% com seu
trabalho de polinização,
além de produzirem mel. Pode parecer que não é nada,
mas a cada 50 caixas produzidas elas te proporcionam o ganho de 01 caixa a mais.
Nesta florada cuide bem delas.
De preferência não use inseticidas durante o período de abertura das flores.
Mas se tiver necessidade, procure utilizar inseticidas seletivos como
o Trebon (peretróide)
ou Pironim (inseticida orgânico certificado à base de nim).
Consulte seu engenheiro agrônomo.
O Pironim em Limeira (SP) é encontrado na Unicitrus , fone (19) 3441-7947

Olha a florada aí gente!
Há uma tendência dos pomares florescerem mais cedo este ano em SP, devido
à pouca carga na maioria dos pomares, as laranjeiras estão no gás de produzirem logo.
Bateu água, engrenou!
Como está o estado nutricional de suas plantas agora?
Ainda há tempo de recuperação.
Consulte seu engenheiro agrônomo e lucre.


Só quem conhece, sabe.

Campanha: tire o escorpião do bolso!
Faz muita diferença ter um profissional totalmente dedicado ao seu negócio.
Contrate um agrônomo para cuidar de seus pomares
& verás os resultados!
Relatório da ANVISA aponta uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil
De 3.130 amostras coletadas, 29% apresentaram alguma irregularidade; pimentão e uva lideram
BRASÍLIA - Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do governo federal para o uso em alimentos. É o que apontam os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira, 23, em Brasília.
Em 15 das 20 culturas analisadas, foram identificados agrotóxicos ativos e prejudiciais à saúde humana. "Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como para a dos consumidores", afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.
Nessa situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan; de cebola e cenoura com acefato; e de pimentão, tomate, alface e cebola com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.
De acordo com o diretor da Anvisa, "são ingredientes ativos com elevado e comprovado grau de toxicidade e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer". "Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Europeia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países", pondera Barbano.
A Anvisa faz a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde. Em 2008, a agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos, entre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós.
Juntos, esses 14 ingredientes representam 1,4% das 431 moléculas autorizadas para utilização como agrotóxico no Brasil.
Entretanto, uma séria de decisões judiciais, também em 2008, impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação dessas substâncias.
De lá pra cá, a Agência conseguiu concluir a reavaliação de apenas uma molécula: a cihexatina. O resultado prevê que ela seja retirada do mercado brasileiro até 2011. "Todos os citricultores que exportam suco de laranja já não utilizam mais a cihexatina, pois nenhum país importador, como Canadá, Estados Unidos, Japão e União Europeia, aceita resíduos dessa substância nos alimentos", diz o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles.
Para outras cinco substâncias, a Anvisa já publicou consulta públicas e está na fase final da reavaliação. Nesses casos, houve quatro recomendações de banimento (acefato, metamidofós, endossulfan e triclorfom) e uma indicação de permanência do produto com severas restrições ao uso (fosmete).
Outra irregularidade apontada pela Para foi a presença, em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, de resíduos de agrotóxicos acima do permitido. "Esses resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança", explica Meirelles.
Houve amostras, ainda, que apresentaram as duas irregularidades: resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados para aquela cultura. No balanço geral, das 3.130 amostras coletadas 29% apresentaram algum tipo de irregularidade.
Os casos mais problemáticos foram os do pimentão (80% das amostras insatisfatórias), uva (56,4%), pepino (54,8%), e morango (50,8%). Já a cultura que apresentou melhor resultado foi a da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.
Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. "Os supermercados também têm um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos", afirma o gerente da Anvisa.
O objetivo do Para, criado em 2001, é garantir a segurança alimentar do trabalhador brasileiro e a saúde do trabalhador rural. Em 2009, o programa da Anvisa monitorou 20 culturas em 26 Estados do Brasil. Apenas Alagoas não participou do Para em 2009.
O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos Estados e municípios em supermercados. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/Funed/MG), Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e para um laboratório contratado, nos quais foram investigadas até 234 diferentes agrotóxicos em cada uma das amostras.
Apesar das coletas realizadas não serem de caráter fiscal, o Para tem contribuído para que os supermercados qualifiquem seus fornecedores e para que os pro dutores rurais adotem integralmente as Boas Práticas Agrícolas. Prova disso foi a criação do Grupo de Trabalho de Educação e Saúde sobre Agrotóxicos (Gesa).
Integrado por diferentes órgãos e entidades, o grupo tem como objetivo elaborar propostas e ações educativas para reduzir os impactos do uso de agrotóxicos na saúde da população, implementar ações e estratégias para incentivar os sistemas de produção integrada e orgânicos e, no caso dos cultivos convencionais, orientar o uso racional de agrotóxicos. "Além de orientar, é preciso que o Estado fiscalize de forma efetiva o uso desses produtos nocampo e coíba o uso indiscriminado e, até mesmo ilegal, de alguns agrotóxicos", comenta Meirelles.
Os Estados também têm realizado diversas ações para ampliar o número de amostras rastreadas até o produtor.
Das amostras coletadas em 2009, 842 (26,9%) foram rastreadas até o produtor/associação de produtores, 163 (5,2%) até o embalador, e 2032 (64,9%) até o distribuidor. Somente 93 (3%) amostras não tiveram qualquer rastreabilidade.
. fonte: O Estado de São Paulo, em 23 de junho de 2010


Nossa arma
Nossa alma
Nosso ganha pão

Ácaros purpúreos estão voltando
Com a retorno da estiagem os ácaros púrpureos começam a ter condições
apropriadas
para a sua reprodução, e a aplicação nesta época do ano
de
inseticidas
piretróides de forma indiscriminada pode tornar difícil seu controle.
Evite prejuízos. Consulte seu engenheiro agrônomo.

Já é hora de começar a pensar na florada
Quer produzir bem na próxima safra?
Então já colete amostras de solos dos seus pomares e envie para serem analisadas.
Peça ao laboratório para fazer uma análise de macro e microelementos
e que os resultados de Alumínio e Hidrogênio sejam separados.
Na ESALQ (em Piracicaba, SP) e na Federal de São Carlos (em Araras, SP)
esse tipo de análise custa entre R$ 33,00 a R$ 36,00.
Consulte seu agrônomo.

Se o aluguel mata a gente
O MST dá um jeitinho no meio do pomar da Cutrale
Bioplástico da Coca-Cola amplia mercado para etanol do País
Empresa usará garrafas PET que utilizam 30% de etanol derivado de cana-de-açúcar em sua composição
A decisão da Coca-Cola Brasil, anunciada nesta quinta-feira (25), de usar garrafas PET que utilizam 30% de etanol derivado de cana-de-açúcar em sua composição, é um importante e decisivo avanço para a indústria de biocombustíveis no País, avalia a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
“Trata-se de um notável exemplo de inovação tecnológica e de eco-eficiência, além de abrir um importante e crescente mercado para o etanol brasileiro,” enfatizou Marcos Jank, presidente da Unica, durante o evento de lançamento da iniciativa realizado nesta quinta-feira no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ).
A chamada “PlantBottle”, garrafa de origem vegetal, substitui 30% de sua matéria-prima de origem fóssil, o petróleo, por etanol. “Os plásticos fabricados com insumos obtidos de fontes renováveis, frequentemente chamados de bioplásticos, apresentam duas vantagens relevantes: economizam recursos fósseis e contribuem para a mitigação dos gases de efeito estufa,” explica Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da Unica.
De acordo com um levantamento realizado pela Unica, a produção de cada lote de 10 milhões de “PlantBottle”, com capacidade para dois litros, representa uma redução de aproximadamente 550 toneladas de gás carbônico (CO2), principal causador do efeito estufa. Por esta estimativa, essa redução equivale ao que seria possível absorver da atmosfera, em um ano, com o plantio de 78.540 árvores nativas.
“A ‘PlantBottle´ fará parte de um mercado em expansão para os bioplásticos, que deverá representar em poucos anos uma demanda por etanol superior a 1,5 bilhão de litros/ano. Trata-se, portanto, de um novo e importante mercado, com potencial para gerar mais de 18 mil empregos no setor sucroenergético,” prevê Jank. Segundo ele, caso o Brasil venha a se tornar uma plataforma mundial para a produção da matéria-prima, essas cifras podem ser maiores ainda.
A nova garrafa começará a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500 ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre.
Além do presidente da Unica, o evento contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; do presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa; do vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, Rino Abbondi; e da gerente de Operações do Instituto Akatu, Heloisa Mello.
. fonte: Redação do Camp News com informações da assessoria de imprensa, em 26 de março de 2010
Blitz flagra agrotóxicos irregulares
. autora: Angela Pinho Fiscalizações realizadas pelo governo nas maiores produtoras de agrotóxicos do país revelaram uma série de irregularidades, que vão do uso de substâncias proibidas a mudanças não autorizadas nas fórmulas.
O Brasil é considerado o maior consumidor de agrotóxicos de todo o mundo.
Os mais vulneráveis aos produtos presentes em agrotóxicos são trabalhadores rurais, que os manipulam diretamente. Dados da Fiocruz mostram que, em 2007, 3.306 pessoas foram intoxicadas no trabalho.
O consumidor final também pode ser afetado, se comer alimentos com alto nível de contaminação.
Segundo a Anvisa, foram detectados problemas em todas as seis companhias fiscalizadas, incluindo as três maiores do mundo : - Syngenta, Bayer e Basf.
Juntas, cinco dessas seis firmas respondem por 55% do mercado global. As empresas dizem estar trabalhando na correção de falhas apontadas.
. fonte: Folha On Line, em 18 de março de 2010


Reinfestações de ácaros da leprose
As fortes e contínuas chuvas dos últimos meses têm afetado
a durabilidade do controle dos ácaros e fungos nesta safra.
Fique de olho em seu pomar, pois as picadas dos ácaros da
leprose nesta
fase podem acarretar sérios prejuízos para as
frutas e para as plantas.
Evite prejuízos. Consulte seu engenheiro agrônomo.
Só Citrus, março de 2010

Greening
Tá dominado!
Tá tudo dominado!

Planta bem nutrida
Nutrir para disfarçar é uma coisa.
Nutrir para dar resistência e saúde é outra coisa.
Plantas bem nutridas ficam mais resistentes à pragas, doenças
e ... produtivas.
Os pesquisadores dos órgãos oficiais
deveriam saber disso...

Rachadura de frutos
Vários fatores podem contribuir para
a rachadura de frutos nesta
época do ano, como: deficiência de cálcio ou potássio, além do
excesso de umidade. Evitar prejuízos é importante.
Fique atento aos primeiros sinais e consulte seu engenheiro agrônomo.
Só Citrus - fevereiro de 2010

Agricultores têm até 31de
dezembro para se adaptarem às novas regras dos orgânicos
Armazenamento, rotulagem e transporte estão entre os itens avaliados na
nova regularização
.
autora: - Célia Froufe
BRASÍLIA - Os agricultores que quiserem
ter o selo de "orgânico" em seus produtos terão
o ano de 2010 para se adaptarem às novas regras de produção
indicadas pelo Ministério da Agricultura. O prazo para alterações
no modo de produzir os alimentos encerra-se em 31 de dezembro e a regularização
da produção orgânica é baseada em regras
para produção e comercialização, incluindo
armazenamento, rotulagem, transporte, certificação e
fiscalização.
O selo do Sistema Brasileiro de Conformidade
Orgânica será autorizado assim que o produtor concordar
com as novas regras.
Por meio de nota à imprensa, o Ministério
indicou o site "Orgânicos - entre para o mundo da vida saudável,
prefira alimentos orgânicos", que servirá para orientar
os produtores e interessados. No local, há informações
sobre legislação, cartilhas educativas para adequação
aos novos regulamentos, formulários para cadastros e credenciamento.
De acordo com o coordenador de agroecologia do Ministério, Rogério
Dias, o site é uma ferramenta para auxiliar os produtores, além
de outros profissionais envolvidos como processadores, comerciantes
e certificadores.
. fonte: - Agencia Estado , em 17 de fevereiro
de 2010
Ministério cria selo único para produtos
orgânicos
Certificação só é conferido
após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, da água
e reciclagem de matéria orgânica
. autora: Christina Machado
O Ministério da Agricultura instituiu o selo único oficial
para os produtos orgânicos. O selo só pode ser usado nos orgânicos
produzidos em unidades credenciadas pelo ministério. A instrução
normativa foi publicada no Diário Oficial da União desta
sexta-feira (6).
A exceção da obrigatoriedade de certificação
dos orgânicos vale para os produtos da agricultura familiar, que
podem ser vendidos diretamente aos consumidores, desde que os agricultores
estejam vinculados a uma OCS (Organização de controle social).
O selo de certificação serve para dar ao consumidor a certeza
de estar levando para casa um produto sem contaminação química.
Os orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos,
adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas,
o que os torna mais saudáveis.
A
agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados,
preservando a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas
do solo. O agricultor orgânico se preocupa com a preservação
do meio ambiente e não cultiva produtos transgênicos porque
não quer arriscar a diversidade de variedades existentes na natureza.
De
acordo com o Ministério da Agricultura, o selo só é conferido
após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, da água
e reciclagem de matéria orgânica.
. fonte: Agência Brasil , em 06 de
novembro de 2009
Agricultura orgânica pode ser mais eficiente que
a química
Com propriedade de pioneira, Ana Maria Primavesi
afirma que o bom desempenho das culturas ecologicamente corretas depende
principalmente
do manejo correto do solo
. autora: Silvia Ferreira
Após concluir os estudos na Universidade de Viena, na Áustria,
a agrônoma italiana Ana Maria Primavesi mudou-se para o Brasil trazendo
conceitos de agricultura totalmente novos para a época. Em 1977,
na efervescência dos estudos sobre adubos e defensivos químicos,
ela se arriscava na tarefa de disseminar os princípios da agricultura
orgânica.
Tudo começou com o lançamento de seu livro, “Manejo
Ecológico do Solo”, publicado pela Sociedade Paulista de Agrônomos
- quase um ato de coragem, considerando a repercussão. “Vários
cientistas brasileiros começaram a me criticar, chegaram a alugar
uma revista inteira apenas para publicar artigos contra as minhas teorias”,
lembra Ana, que no mesmo ano acabou fundando a AAO (Associação
de Agricultura Orgânica).
Persistência:
“Os pesquisadores criticavam apenas aspectos de matérias
que não conheciam. Não levei muito em consideração
porque percebi que eles não tinham nenhuma ideia do que aquilo se
tratava”, conta a agrônoma. Hoje, mais de 30 anos depois, as
práticas da agricultura orgânica estão cada vez mais
valorizadas pela comunidade científica e, principalmente, pelo mercado.
Mesmo com um preço acima do praticado pelo modelo convencional,
aos poucos os produtos estão ganhando a mesa dos brasileiros. Ana
acredita que o manejo correto do solo é o caminho para aumentar
a produtividade, reduzir esses valores e popularizar o consumo no País.
Solo vivo:
“As pessoas procuram algum remédio natural que faça
milagre, mas, na verdade, tudo depende de um solo vivo. Uma agricultura
orgânica bem feita pode produzir de duas a três vezes mais
do que a melhor agricultura química”, destaca Ana, lembrando
que as condições do solo brasileiro, em geral, são
desfavoráveis para o plantio. “Ele está compactado.
Antigamente, podia absorver até 400 milímetros de chuva em
uma hora, agora a média é de 10 milímetros”,
explica. Como exemplo, ela cita o caso de um grupo
de produtores que atuava na Chapada Diamantina e já estava desistindo do modelo orgânico.
Em uma das propriedades, ela percebeu certo excesso na irrigação.
O responsável afirmou que colocava bastante água porque as
plantas secavam muito rápido com a ação do sol. Ana
logo identificou a fraqueza das raízes e descobriu o problema: elas
não se desenvolviam porque a matéria orgânica estava
enterrada em zona muito profunda. “Ele pensou que a raiz buscaria
o alimento, mas ele estava em um ambiente anaeróbio. Sem oxigênio,
não ocorre a síntese desse alimento”, explica. Com
a devida correção, o produtor expandiu a produção
e pôde continuar na atividade.
Para Ana, essa percepção tem crescido entre os agricultores
e já se reflete no mercado, sobretudo o paulista, que tem incomodado
outros Estados por comercializar produtos orgânicos por um preço
mais barato, muito próximo aos alimentos convencionais. “A única
diferença é que mais gente está trabalhando de maneira
correta, e nós só temos a ganhar com isso. É o modelo
de agricultura do futuro”, acredita.
. fonte: Campo News, em 10 de agosto de 2010
Brasil lidera uso mundial de agrotóxicos
O mercado girou US$ 7,12 bilhões e, apesar do avanço, lua
de mel entre indústria e produtores deve ser passageira
. autora: Paula Pacheco
O Brasil, segundo estudo da consultoria
alemã Kleffmann Group, é o
maior mercado de agrotóxicos do mundo. O levantamento foi encomendado
pela Associação Nacional de Defesa de Vegetal (Andef), que
representa os fabricantes, e mostra que essa indústria movimentou
no ano passado US$ 7,1 bilhões, ante US$ 6,6 bilhões do segundo
colocado, os Estados Unidos. Em 2007, a indústria nacional girou
US$ 5,4 bilhões, segundo Lars Schobinger, presidente da Kleffmann
Group no Brasil. O consumo cresceu no País, apesar de a área
plantada ter encolhido 2% no ano passado.
Apesar do grande volume de recursos movimentados
pela indústria
no mercado brasileiro, o consumo por hectare ainda é pequeno em
relação a outros países. De acordo com o levantamento,
o gasto do produtor brasileiro com agrotóxico ainda é pequeno,
se comparado a outros países. Em 2007, gastou-se US$ 87,83 por hectare.
Na França, os produtores desembolsaram US$ 196,79 por hectare, enquanto
no Japão a despesa foi de US$ 851,04. Por esse motivo, o presidente
da consultoria acredita que a tendência nos próximos anos é que
o Brasil se estabilize na primeira colocação no consumo de
agrotóxico.
O Brasil leva vantagem na pesquisa por se
tratar de um país com
grande área cultivada e também pelo tamanho da produção
que sai do campo. "O País é o grande produtor de alimentos
do mundo, lidera praticamente em todos os produtos agropecuários",
comenta Ademar Silva, presidente da Federação da Agricultura
e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
Para Schobinger, o aumento do consumo de
agrotóxico traz vantagens
ao País. "Dessa forma, é possível aumentar o
ganho de produtividade. O uso desses produtos facilita o controle de pragas
a que estamos mais expostos por sermos um país tropical", explica.
NOVAS PRAGAS
Em parte, o aumento do uso de agrotóxico tem a ver com o surgimento
de pragas. Até seis anos atrás, cita o executivo da Kleffmann,
não se falava, no Brasil, da ferrugem da soja. Para combater as
pragas, a indústria corre atrás de pesquisas e lança
produtos no mercado.
"O aumento tem a ver também com o crescente uso de tecnologias
no campo. Quanto mais avançado o sistema produtivo, maior o consumo
de agrotóxico. Neste momento é importante fazer um balanço
da relação entre risco e benefícios do seu uso",
diz Luís Rangel, coordenador de Agrotóxicos do Ministério
da Agricultura.
Segundo Schobinger, há evolução não apenas
no combate a novas pragas, mas nas diferentes formas de usar o agrotóxico.
No Brasil, tem crescido ano a ano a utilização nas sementes,
em substituição à pulverização das lavouras,
o que costuma causar mais danos aos trabalhadores e ao ambiente.
Apesar do uso crescente de agrotóxicos no País, a relação
com os produtores continua difícil, segundo o presidente da Famato. "Os
preços só caíram cerca de 30% na safra de verão
porque os Estados Unidos, grande mercado para essa indústria, estão
em crise e é preciso desovar a produção. Além
disso, tivemos duas safras muito ruins por aqui nos últimos anos
e a situação do produtor ficou mais delicada", diz Silva.
Ele acredita que a lua de mel deve durar
pouco. "Basta o mercado
internacional se recuperar para os preços subirem novamente. A indústria
tem esse poder. É ela quem faz o preço."
Na opinião de Luiz Cláudio Meirelles, gerente geral de Toxicologia
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
a liderança brasileira preocupa. "São substâncias
tóxicas que são objeto de ação regulatória
no mundo. No Brasil, temos dificuldade de ação de controle,
falta de recursos humanos e falta de laboratórios, enquanto a velocidade
de consumo avança", detalha. Atualmente, há cerca de
450 ativos usados na produção de agrotóxicos registrados
na Anvisa e os pedidos para a concessão de mais licenças
não param de chegar.
No início da semana, representantes de 64 indústrias asiáticas,
a maioria chinesa, se reuniu em São Paulo para conhecer melhor as
regras do mercado interno. Foi a terceira edição da feira
China-Brazil AgroChemShow.
A segunda maior fabricante de glifosato
do mundo, a chinesa Fuhua, planeja mandar para o Brasil 30% das suas
exportações a partir do
ano que vem, quando espera já ter os registros da Anvisa para três
produtos .
. Fonte: - Estadão, em 07 de agosto de 2009

clique na imagem para voltar ao inicio
|