IEA prevê safra 3% menor

A produção paulista de laranja poderá chegar a 350 milhões de caixas de 40,8 quilos, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria da Agricultura do estado de São Paulo. O resultado é 3% menor que na safra passada, efeito da estiagem no primeiro trimestre, período de florada e de desenvolvimento dos frutos. A citricultura paulista é cultivada em área de 668,9 mil hectares.

O coordenador da pesquisa do IEA, Nelson Martin, acredita que, apesar das más condições climáticas, a citricultura paulista se desenvolve em situação favorável. Para ele, o fato negativo é o câmbio valorizado, que neutraliza parte dos ganhos alcançados com as negociações para a comercialização da safra, pelos produtores. A indústria também terá receita em reais afetada pela desvalorização cambial.

. fonte: Gazeta Mercantil, em 14 de junho de 2005

 


USDA mantém projeção da safra de laranja na Flórida
Fabíola Gomes

A estimativa de produção de 151,2 milhões de caixas de laranja em 2004/05 na Flórida, divulgada nesta sexta-feira (10-06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi considerada neutra para o mercado futuro de suco de laranja concentrado e congelado, segundo os traders.

A safra será bem menor que as 242 milhões de caixas produzidas no ciclo anterior. "O número não deve movimentar o mercado, já que a estimativa foi mantida igual ao mês anterior", disse um trader.

Para este ano, a produção de laranja na safra precoce e no meio de safra foi estimada em 79,2 milhões de caixas, enquanto a variedade Valência (da safra temporã) foi projetada em 72 milhões de caixas. O USDA estimou a produtividade de suco de laranja concentrado e congelado em 1,60 galoões por caixa, igual ao mês anterior. A produção da Flórida está recuando: esta safra é a menor desde 1998/99 e o recuo registrado na porcentagem é o maior desde 1990/91, quando o clima frio e a geada reduziram a safra. As informações são da Dow Jones.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 10 de junho de 2005

 

Cocamar deve receber 3 milhões de caixas em Paranavaí

A safra de laranja na região de Paranavaí (PR), a exemplo das demais culturas, foi bastante prejudicada pela estiagem e o forte calor. De acordo com técnicos da Paraná Citrus – a fábrica de suco concentrado e congelado de laranja da cooperativa, instalada naquela cidade , houve queda de frutos, afetando a produtividade dos pomares.

A expectativa é receber este ano o mesmo volume do ano passado, cerca de 3 milhões de caixas de 40,8 quilos, provenientes de 3,5 mil hectares em produção. Não fosse pelo clima, o volume poderia chegar a 3,3 milhões de caixas.


Além dessa quebra, há outra em questão: os frutos estão chegando ao estágio de maturação com tamanho menor, refletindo dificuldades no desenvolvimento em função das poucas chuvas.

A colheita começa em junho e prossegue até o final do ano.

A citricultura nacional está animada com a possibilidade de tirar proveito dos danos causados pelo frio aos pomares da Flórida, nos Estados Unidos. Especialistas de mercado sinalizam com possíveis altas nas cotações do suco de laranja.

.fonte: Flamma Comunicação, em 25 de maio de 2005

 

 

Flórida pode colher menor safra de citros em 13 anos

A colheita de laranjas na Flórida poderá ser menor do que previu o governo dos Estados Unidos no mês passado, porque as frutas continuam caindo das árvores prematuramente, mais de seis meses após os furacões terem passado pelas plantações, de acordo com analistas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulga sua estimativa de safra nesta quinta-feira, 12 de maio. A expectativa é que o Usda reduzirá sua estimativa em 1,1%, para 149,6 milhões de caixas, em relação às 151,2 milhões previstas no mês passado, segundo a média da estimativa de seis analistas pesquisados.

Os futuros do suco de laranja subiram 56% no último ano, na Bolsa de Nova York, em meio aos danos causados por três furacões em agosto e setembro.

"Alguns pensaram ter mais frutas nas árvores do que realmente tinham", disse Rod Liddle, presidente da Southern Gardens Citrus, com sede em Clewiston, Flórida, e que detém 12,2 mil hectares de laranjais no estado.

O maior problema é o prejuízo causado pela queda de frutas das árvores, e não o tamanho das laranjas, acrescentou o executivo.
Uma colheita de 149,6 milhões de caixas será a menor 1991/02, quando o estado colheu 139,8 milhões de caixas colhidos. Se confirmado, o volume seria 38% menor que a produção da última safra, de 242 milhões de caixas.
O USDA no mês passado reduziu sua estimativa de 153 milhões para 151,2 milhões de caixas, citando prejuízos "extremamente elevados" com a queda das laranjas, após a passagem de quatro furacões que destruíram os laranjais no ano passado.

Na semana passada, José Luis Cutrale, presidente da maior produtora de suco de laranja do mundo, a Sucrocítrico Cutrale, previu que os preços poderão atingir os maiores patamares dos últimos seis anos. A libra-peso poderia subir 20%, atingindo 110 centavos de dólar.

Fonte: Gazeta Mercantil , em 10 de maio de 2005

 

Cutrale prevê a maior alta para o suco em dois anos

José Luis Cutrale, o maior produtor mundial de suco de laranja, disse na semana passada que os preços da commodity no atacado irão disparar nos próximos meses. Ele acredita que as cotações do produto podem alcançar sua maior alta dos últimos seis anos, por causa da quebra da produção da Flórida.
O suco de laranja na Bolsa de Nova York vale hoje 55% mais do que um ano atrás e deverá subir ainda mais 20% nos próximos meses e chegar a US$ 1,10 a libra-peso, disse o empresário. O produto é cotado a 94,6 centavos de dólar. Cutrale, cuja empresa, a Sucocítrico Cutrale, produz um em cada quatro copos de suco de laranja consumidos no planeta.


Os preços alcançaram a maior alta dos últimos dois anos em 10 de março passado, quando chegaram a valer US$ 1,0185, devido à seca que ameaçava a safra de laranja do Brasil, o maior produtor mundial da commodity.
Além disso, as plantações da Flórida, o segundo maior produtor mundial, foram danificadas por três furacões no ano passado.
Os processadores de laranja da Flórida, como a Tropicana Products Inc., da PepsiCo Inc., e a Minute Maid, de propriedade da Coca-Cola Co., possuíam 147,2 milhões de galões (de 3,785 litros) de suco congelado em 23 de abril, o que representa uma redução de 14% nos estoques em relação ao mesmo período de 2004, segundo a Associação de Processamento de Cítricos da Flórida.

"Os estoques atuais não chegam nem perto dos estoques do ano passado", disse Wayne Maulden, gerente-geral da Lake Placid Groves, que detém 3.642 hectares de plantações de laranja em Lake Placid e Pasco County, na Flórida. Após o término da colheita da Flórida deste ano, só haverá mais laranja entrando no mercado a partir de outubro. Dessa forma, uma alta dos preços nos próximos meses "realmente faz sentido", disse Maulden.

O Departamento de Agricultura dos EUA prevê produção na Flórida de 151,2 milhões de caixas de laranja, a menor desde 1991. Cada caixa pesa 90 libras-peso (40,8 quilos) e renderá 1,58 galão de suco, mais do que o 1,5565 galão do mês passado, disse o departamento.
A principal região produtora de laranja do Brasil, no Estado de São Paulo, também poderá ter uma safra menor do que a prevista, devido ao clima seco. Os agricultores produzirão 330 milhões de caixas de laranja no ano-safra que se inicia em julho próximo, disse ele. O Departamento de Agricultura dos EUA previu no mês passado que o Estado de São Paulo colheria 360,7 milhões de caixas.

Fonte: Gazeta Mercantil, em 09 de maio de 2005

 

Exportação de suco concentrado cresce 65%

O Brasil exportou 155 mil toneladas de suco de laranja concentrado a mais nos três primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus) e dão conta que, em 2005, o País exportou 369.826 toneladas de suco concentrado. O número é 64,66% maior que em 2004 quando, no primeiro trimestre, foram exportados 240.997 toneladas.

Segundo o presidente da Abecitrus, Ademerval Garcia, o grande responsável pelo aumento da exportação de suco de laranja foram os Estados Unidos, em virtude dos problemas climáticos ocorridos na Flórida, no ano passado, quando furacões destruíram parte dos laranjais do local. "Isso não deve ser entendido como aumento de um ano sobre o outro, mas apenas de um trecho do ano sobre o equivalente do ano passado", esclarece Garcia. Ele lembra, ainda, que mesmo os Estados Unidos sendo o principal produtor de suco de laranja, o país importa a bebida do Brasil, porque não dá conta de suprir seu mercado interno. Além disso, os EUA misturam suco brasileiro ao produzido lá.

Garcia fala que as exportações, este ano, devem superar as registradas no ano passado ainda como reflexo dos problemas ocorridos na Flórida, já que a demanda nos demais mercados está estável ou crescendo menos que a americana. "Talvez as exportações este ano sejam superiores a 1,4 milhão de toneladas, contra 1.350 do ano passado. A diferença é a demanda adicional do mercado americano, que deve passar de 170 para 230 mil toneladas", explica ele. Além disso, a Abecitrus aposta em novos mercados como os países do leste Europeu e a China. No que diz respeito à Ásia, os dados da Abecitrus mostram que a exportação de suco caiu 35%, de 46.413 toneladas, no primeiro trimestre de 2004, para 29.863 nos três primeiros meses de 2005. Mesmo assim, as apostas são de que, até o final do ano, os números sejam superados.

Fonte: Tribuna Impressa de Araraquara, em 08 de maio de 2005

 

Suco: exportação brasileira supera 1 mi/t e sobe 7,63% em 2004/05
As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado superaram, em março, 1 milhão de toneladas na safra 2004/2005, alta acumulada de 7,63% ante à safra passada. Em março, as vendas externas somaram 123.239 toneladas, alta de 0,67% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando atingiram 122.413 toneladas. Nos nove meses da safra 2004/2005, as exportações chegam a 1.074.022 toneladas, enquanto que no mesmo período da safra 2003/2004 o volume exportado acumulado era de 997.840 toneladas.

Os dados são Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e foram divulgados pela Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). O volume exportado para o maior cliente do suco de laranja brasileiro, a União Européia, caiu 29,41% em março deste ano ante o mesmo período de 2004, de 96.469 toneladas para 68.090 toneladas. No acumulado da safra 2004/2005, no entanto, as exportações para o bloco econômico seguem em alta de 2,86% em comparação a 2003/2004. De julho de 2004 a março deste ano, as exportações de suco de laranja para a União Européia foram de 740.127 toneladas, ante 719.486 em igual período da safra passada.

As exportações para os países do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), basicamente os Estados Unidos, seguem em alta, atingiram 29.073 toneladas em março e somam 174.378 toneladas na safra, aumentos de, respectivamente, 212,81% e 32,25% em comparação a iguais períodos da safra 2003/2004. O mercado asiático recebeu 22.308 toneladas de suco brasileiro no mês passado e 110.195 toneladas até agora em 2004/2005.

Gustavo Porto

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 16 de abril de 2005

 

 

Vale do Caí, RS, tem grande demanda por mudas de frutíferas

No Vale do Caí, RS, a demanda por mudas de frutíferas é muito grande, havendo certa dificuldade em atender os muitos pedidos. Em relação às sementes e mudas de hortaliças, as vendas aumentaram em cerca de 50% em comparação ao ano anterior, tudo em função das perdas ocorridas na estiagem.

Na região, maior produtora de citros do estado, as espécies de laranjas, limões e bergamotas estão em fase de desenvolvimento e início de colheita, sendo que esta última fase, somente para as variedades precoces.

As chuvas destes últimos períodos eliminaram a situação de baixa umidade que persistiu durante meses, estando as frutas, hoje, com intensa brotação de ramos novos. Entretanto, isso não desfaz as perdas ocorridas em virtude do tamanho reduzido das frutas, especialmente para as variedades precoces em início de colheita.

Prossegue a safra da maçã na Serra Gaúcha, sendo que a variedade colhida no momento é a tardia Fuji. A produtividade deverá ser menor que o inicialmente esperado, em função da estiagem ocorrida anteriormente. Como alguns frutos não se desenvolveram em tamanho devido à falta de umidade, agora, após as chuvas, está ocorrendo rachadura no fruto. Em Vacaria e Bom Jesus, dois dos principais municípios produtores desta fruta do estado, em cerca de 20% e 8% da suas produções, respectivamente, ocorreu esse processo físico.

fonte: Ass. de Imprensa Emater/RS-Ascar, em 15 de abril de 2005

 

 

Citros: IEA/Cati estimam safra em 348,1 milhões de caixas
São Paulo, 14 - O Instituto de Economia Agrícola (IEA) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral divulgaram hoje a segunda estimativa da produção paulista de laranja, que mostra projeção de 348,1 milhões de caixas de 40,8kg na safra agrícola 2004/05, com redução de 3,5% em relação à safra passada, devido a reduções na área (1,1%) e na produtividade (2,3%), em vista de condições climáticas inadequadas à época das floradas.

Na região considerada citrícola, formada pelos 13 principais Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs), com número de pés acima de 5 milhões (cerca de 88% dos pés plantados no Estado), a produção resume-se a 301,8 milhões de caixas de 40,8kg.

Venilson Ferreira

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 14de abril de 2005

 

 

Laranja/Flórida: USDA revisa projeção de produção para 151,2 mi/cx
Bend, Oregon, 8 - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a projeção para a produção de laranja no estado da Flórida em abril para 151,2 milhões de caixas, contra as 153 milhões de caixas projetadas em março.

A revisão foi considerada pelos analistas entre neutra a ligeiramente altista para o mercado futuro de suco de laranja concentrado e congelado. O número veio em linha com a estimativa divulgada recentemente pelo Comitê Administrativo de Citros. Mas alguns analistas disseram que o relatório pode oferecer alguma sustentação ao mercado já que mostra nova redução da safra.

A estimativa dos analistas consultados pela Dow Jones era de manutenção das projeções a queda de 3 milhões, para 150 milhões de caixas.

Para Boyd Cruel, analista de soft commodities da Alaron Trading, o relatório poderá dar alguma sustentação na abertura, já que muitos traders esperavam que o USDA não iria alterar as projeções.

A estimativa de produção de laranja para todo o país é de 214,6 milhões de caixas, abaixo das 219,2 milhões previstas no mês anterior. As informações são da Dow Jones.

Fabíola Gomes

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 08 de abril de 2005

 

Citros: contratos para safra 2005/2006 saem a US$ 3,50 a caixa
Ribeirão Preto, 7 - Os primeiros contratos entre citricultores e a indústria processadora de suco de laranja para a safra 2005/2006 foram fechados em US$ 3,50 a caixa de 40,8 kg da fruta. A informação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, que considerou, no entanto, o preço pago ao produtor fora da realidade. "Eu recebi a informação do Cepea de que contratos foram fechados a US$ 3,50 e de que a média seria de US$ 3,30 na safra. Mas não tem o menor cabimento, já que os preços pagos deveriam ser acima de US$ 4,00 a caixa", disse Viegas.

Ele lembrou que na safra passada os contratos entre a indústria e produtores previa preços entre US$ 2,70 e US$ 3,00 a caixa e voltou a atacar as processadoras de suco. "A indústria segue vendendo a tonelada do suco a US$ 850 lá fora, só para argumentar para os Estados Unidos que não pratica dumping. E quem paga a conta é o produtor brasileiro", explicou o presidente a Associtrus.

A única previsão oficial da safra de laranja 2005/2006 foi feita pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e apontou uma produção superior a 350 milhões de caixas, praticamente o mesmo volume da safra passada. O dado é contestado pelos citricultores, que falam em uma produção próxima a 300 milhões de caixas. (segue)

Gustavo Porto

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 07 de abril de 2005

 

 

CONAB fará a previsão da safra de laranja de São Paulo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - órgão federal responsável pelas estimativas oficiais de grãos do País - deverá divulgar sua primeira projeção de área plantada do cultivo de laranja em São Paulo até a segunda quinzena de abril, informou Divino Figueiredo, técnico da Superintendência de Informações do Agronegócio (Suinf) da entidade.

"Os trabalhos de campo e a coleta de imagens por satélite deverão ser concluídos até o final de março, e em 15 dias os números estarão fechados", afirmou Figueiredo. A existência de mais uma previsão de safra para a citricultura paulista - maior produtora mundial de laranja - traz uma alternativa aos números divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

. fonte: - Tribuna Impressa de Araraquara , em 23 de fevereiro de 2005


 

Citros: Câmara Setorial contestará dados do IEA sobre safra 05/06
Gustavo Porto

O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Flávio Viegas, informou hoje que irá cobrar do Instituto de Economia Agrícola (IEA) um "esclarecimento sobre a metodologia" utilizada pelo órgão ligado à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo para estimar a safra paulista de citros. Segundo Viegas, a divulgação nesta semana, pelo IEA, de que a safra 2005/2006 será de 354,3 milhões de caixas de 40,8 kg "prejudicou os produtores, principalmente em um momento como esse, de início de negociações com a indústria", disse.

Além de contestar os dados e prever uma safra entre 20% e 30% menor do que a oficial, Viegas está propondo uma reunião do setor com técnicos do IEA. "É uma reunião técnica e não existe o menor interesse político, por isso estamos chamando vários membros da cadeia citrícola e tentando fazer o encontro dentro da Câmara Setorial", explicou o presidente da entidade consultiva do Ministério da Agricultura.

Já Maurício Mendes, da FNP Consultoria & Agroinformativos, considerou "pouquíssimo provável" que as previsões do IEA se concretizem, apesar de ser difícil, segundo ele, fazer uma estimativa concreta sobre a safra neste momento. "No entanto, a bianualidade da cultura e a seca ocorrida durante a florada principal desta safra apontam que a safra 2005/2006 será significativamente menor do que a passada", avaliou Mendes. Na safra 2004/2005, foram colhidas no Estado de São Paulo cerca de 360 milhões de caixas de 40,8 kg de citros.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 20 de janeiro de 2005

 

Citros: Aurora encerra safra com aumento de 20% no processamento
Gustavo Porto

A catarinense Coopercentral Aurora anunciou o fim do processamento de laranja na safra 2004//2005 com o aumento de 20% no volume industrializado da matéria-prima na unidade industrial de Pinhalzinho (SC). Foram esmagadas 48.504 toneladas da fruta e geradas 4.505 toneladas de suco concentrado, além de outros subprodutos, de acordo com a central de cooperativas.

Neste ano, a Aurora trabalhou exclusivamente com laranjas de produtores associados de Santa Catarina e cerca 95% do suco concentrado, e dos subprodutos óleo essencial e D-Limonene, destinaram-se à exportação. As variedades empregadas precoces Hamlin, Rubi, Caipira e Iapar-73 responderam por 20% da produção, as variedades médias Pêra, Tobias e Caipira por 30% e a metade do processamento foi das variedades tardias Valência e Folha Murcha.

A Aurora pagou, em média, R$ 125,00 por tonelada ou R$ 5,10 por caixa de 40,8 kg, posto na indústria, o que correspondeu a R$ 95,00 por tonelada ou R$ 3,87 por caixa da fruta na propriedade, em média, 30% inferior ao ano passado. O faturamento anual da indústria com laranja em 2004 ficará entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 10 de dezembro de 2004

 

 

Citros/Suco: exportação cresce 0,36% em outubro e cai 3% na safra
Gustavo Porto

Araraquara, 19 de novembro - As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado atingiram 122,04 mil toneladas no mês de outubro, um aumento de 0,36% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume exportado foi de 121,6 mil toneladas.

Na safra 2004/2005, desde julho, as exportações brasileiras de suco de laranja somam 480,04 mil toneladas, uma queda de 3,09% em relação à passada, que nos mesmos primeiros quatro meses de 2003/2004 havia movimentado 495,38 mil toneladas.

Os dados, divulgados hoje, são da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus) com base no levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria e Comércio.

A União Européia segue como principal mercado para o suco de laranja brasileiro, com 72,6 mil toneladas importadas em outubro e 360,4 mil nos quatro meses de safra. Já o Nafta segue em segundo com, respectivamente, 27,3 mil toneladas e 58,5 mil toneladas importadas.

O mercado asiático, que recebeu um volume de 17,2 mil toneladas de suco de laranja brasileiro em outubro e já soma 37,2 mil toneladas desde julho deste ano, segue como terceiro maior comprador do País. "Apesar de algumas variações pontuais decorrentes de escalas de navio, esta safra segue no mesmo ritmo da passada", afirmou Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus.


fonte: caderno de agronegócios do site do Estadão, em 19 de novembro de 2004

 


Suco de laranja: Alta moderada

Um moderado movimento de compras garantiu a alta das cotações do suco de laranja nesta quinta-feira na bolsa de Nova York.

Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a 74,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 50 pontos, enquanto os futuros para entrega em março fecharam a 76,20 centavos de dólar, em alta de 55 pontos.

Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newsiwres reafirmaram que estavam à espera do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre a safra de laranja da Flórida para traçar suas estratégias.

No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja pêra destinada às indústrias de suco saiu por R$ 7,04 na média paulista, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.

Fonte: Valor Economico, em 12 de novembro de 2004

 

 

 

Preço do limão e do maracujá em disparada

Os preços do limão e do maracujá dispararam no mercado e chegaram a impulsionar a inflação. Dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP) e da Fundação Getúlio Vargas apontaram altas expressivasnestes dois produtos.

O limão subiu 33,18% no varejo em outubro e o maracujá teve alta de 24,21%, segundo dados do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), da FGV, divulgados ontem. As duas frutas estão entre os itens que mais pressionaram os preços ao consumidor em outubro, segundo a FGV.

O IGP-M ficou em 0,39% no mês. O limão e o maracujá fizeram parte também dos itens que mais contribuíram com a inflação do município de São Paulo na terceira quadrissemana do mês -- 30
dias até 23/10 --, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, divulgado ontem.
A Fipe captou alta de 31,51% para o limão e de 24,56% para o maracujá. O IPC-Fipe subiu para 0,53%. Os motivos do avanço do índice, segundo a fundação, foram a alta da gasolina e de frutas.

Fonte: Folha do Estado , em 29 de outubro de 2004

 



Para as próximas semanas há a tendência de valorização de frutos para
o mercado, principalmente as variedades Peras, Murcotes e Limas.

Só Citrus, em 29 de outubro de 2004

 

 

 

Preços do suco de laranja recuam

Com as perdas da safra, esperam-se dados dos estoques mundiais. Os preços do suco de laranja caíram ontem 1,8%, fechando a 83,80 centavos de dólar por libra-peso para entrega em novembro.

Segundo Maurício Mendes, analista da FNP Consultoria, o mercado havia antecipado na semana passada as perdas de produção provocadas pelos furacões que foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) dia 12 e agora está recuando.

O levantamento mostrou uma produção de 176 milhões de caixas de laranja (queda de 27%). Muitos analistas esperam que a previsão seja revisada ainda mais para baixo. Contudo, por causa da grande quantidade de reserva de suco, parte do otimismo foi descartado da estimativa , disseram os operadores.

fonte: Gazeta Mercantil, em 15 de outubro de 2004

 

 

Colheita de citros permanece em bom ritmo na Serra Gaúcha

A colheita de citros na região da Serra permanece em bom ritmo.

A comercialização da bergamota variedade Montenegrina é intensa, com preços entre R$ 6,00 e R$ 8,00 pela caixa tamanho M (cerca de 22 quilos).

As laranjas para consumo “in natura” estão entre R$ 4,00 e R$ 5,00 pela caixa M. Para fabricação de sucos, o preço pago pelas agroindústrias está em R$ 0,15 o quilo. As laranjas de umbigo estão sendo comercializadas entre R$ 7,00 e R$ 9,00 pela caixa M.

fonte: Ass. de Imprensa Emater/RS, em 10 de setembro de 2004

 

 

 

 

 

PREÇO DO SUCO DE LARANJA SOBE QUASE 8%

Ainda são desencontradas as informações sobre as perdas provocadas pelo furacão Charley na Flórida (EUA), a segunda maior região produtora de laranjas depois do Brasil. Mas os mercados responderam com força. Os futuros do suco de laranja registraram a maior alta dos últimos três anos e subiram 7,9% no dia, travados no limite de alta do contrato, ou seja, a maior variação tecnicamente permitida para garantir a estabilidade do mercado e evitar um colapso de preços.

Analistas acreditam que as perdas variam de 2 milhões a 20 milhões de caixas. "Ouvi dizer que o prejuízo ficou entre 10 milhões e 20 milhões de caixas", diz um corretor. Bob Terry, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, diz que o furacão Charley causou os maiores prejuízos para os pomares desde a passagem do furacão Donna, em 1960.

Para Ademerval Garcia, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), que representa a indústria processadora, ainda é cedo para se estimar as perdas. "Não creio que teremos nenhum levantamento realista antes do final desta semana", diz.

Garcia afirma, no entanto, que a safra estava no estágio inicial de desenvolvimento. "A maioria das árvores sequer tem frutas, por isso acho que o prejuízo será limitado", diz. Por isso, ele não acredita que o Brasil eleve significativamente suas exportações de suco para os EUA por conta da passagem do furacão. O Brasil embarcou 160 mil toneladas de suco para os EUA em 2003/04. O volume deve cair para 100 mil toneladas na próxima safra. "Os Estados Unidos acabaram de colher uma supersafra e têm estoques para 46 semanas, ou seja, o suficiente para atender o consumo de um ano", diz. A safra colhida até junho foi de 242 milhões de caixas, a maior em seis anos.

De acordo com relatórios preliminares, algumas árvores da Flórida foram arrancadas e daquelas que permaneceram no solo os frutos ainda pequenos e verdes caíram. As perdas não se restringiram ao campo. Armazéns teriam sido danificados. "Minha principal preocupação é saber se os estoques foram afetados. Se eles tiverem sido seriamente danificados, isso muda totalmente o quadro", diz Judith Ganes-Chase, presidente da J.Ganes Consulting. Os geradores de eletricidade foram usados para conservar os estoques. "Não dá para imaginar que um corte de energia faça tanto estrago", comentou um dos produtores.

O furacão atingiu a Flórida no último sábado, porém o fornecimento de energia elétrica só foi restabelecido na manhã de domingo.

Os condados de DeSoto, Polk e Hardee foram os mais afetados, informou um produtor. Esses condados produziram cerca de um terço das 203 milhões de caixas de laranjas vendidas pelo estado no ano passado, mostram dados oficiais. "Acho que 5% dos meus pés de laranja partiram ao meio ou foram arrancados", diz Rory Dubin, produtor de Arcadia, onde cultiva 526 hectares. Os danos foram "extensos ao longo da trajetória do olho do furacão", informou Terry por telefone de seu escritório em Orlando. "Os ventos chegaram provavelmente a 160 quilômetros por hora".

fonte: Gazeta Mercantil , em 17 de agosto de 2004

 


Cotações do suco encerraram ontem em baixa na bolsa de Nova York

As cotações do suco de laranja encerraram a quinta-feira em baixa na bolsa de Nova York, pressionadas pela continuidade de um movimento de liquidação liderado por fundos de investimentos. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a 58,70 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 70 pontos, ao passo que os futuros para entrega em novembro caíram 50 pontos, para 60,10 centavos de dólar.

Para traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, os preços não deverão recuar muito mais, em decorrência de aquecidas compras na Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja pêra destinada às indústrias de suco saiu por R$ 6,47 na média do mercado paulista, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.


Fonte: Valor Economico, em 06 de agosto de 2004