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Só serão permitidos a entrada, o trânsito e o comércio de frutos cítricos no território baiano, oriundos de outras unidades da federação, acompanhados de permissão de trânsito, fundamentada em certificado fitossanitário de origem e de nota fiscal ou nota do produtor. Segundo a Adab, ainda que acompanhados da documentação exigida, não serão permitidos o trânsito e o comércio de material vegetal cítrico com suspeita ou presença de pragas, às quais o Estado da Bahia continua indene ou livre. Para os Estados com ocorrência de mancha preta dos citros (Guignardia citricarpa), além das exigências, é obrigatório constar na declaração adicional que os frutos foram tratados com hipoclorito de sódio a 0,2 % por dois minutos em temperatura ambiente, e a importação de material propagativo de citros de outras unidades da federação dependerá da autorização da Adab. Também fica proibido o beneficiamento, no território baiano, de frutos cítricos não produzidos no Estado da Bahia. Torna-se obrigatório, no Estado da Bahia, o controle da leprose dos citros e do ácaro Brevipalpus phoenicis, vetor do agente etiológico da doença. fonte: Secretaria de Agricultura da Bahia, em 03 de maio de 2005
"Ausência de comprovação de acordo entre empresas processadoras de suco de laranja. Não configuração de prática de cartel. Voto pela homologação do pedido de arquivamento. Decisão: A Câmara deliberou, a unanimidade, pela homologação do arquivamento, nos termos do voto do relator", informa o extrato da decisão do Ministério Público, divulgado na edição da última terça-feira (26) do "Diário Oficial da Justiça Federal". O procedimento administrativo arquivado fez parte do inquérito instaurado em 1999 pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, que ainda não foi concluído e apura também a cartelização por parte das empresas processadoras. À época houve a coincidência entre uma supersafra de laranja no Brasil e a forte valorização do dólar, moeda utilizada nos contratos entre indústrias e fornecedores. Os produtores alegaram, na apuração, que as empresas se uniram, romperam os contratos existentes e, em alguns casos, sequer colheram as laranjas para o processamento. Na opinião do presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, a decisão do Ministério Público Federal de considerar que não houve cartel pode influenciar na decisão final da SDE. "Na nossa opinião, nem todas as pessoas foram ouvidas pelo Ministério Público no processo de apuração e essa decisão pode prejudicar numa decisão final da SDE", afirmou Viegas. Já o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, considerou que "houve uma decisão correta do Ministério Público porque as investigações foram feitas com acusações sobre as quais nunca houve prova". . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 29 de abril de 2005
Equipe AE
A
audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimento Rural que analisaria hoje (19/4), a
compra da Cargill pela Cutrale e Citrosuco foi cancelada porque os expositores
não confirmaram presença. Os parlamentares deverão
remarcar, nos próximos dias, o evento que busca esclarecer a
possível concentração econômica no setor
de processamento de laranja para produção de suco, provocada
pela venda da Cargill. Haviam sido convidados para a audiência pública os presidentes da Cargill, Sérgio Cardoso; da Citrosuco, Norberto Farina; e da Cutrale, José Luis Cutrale. fonte: Ag. Câmara de Notícias, em 19 de abril de 2005
A
convocação, feita a partir do requerimento do deputado
Antônio Carlos de Mendes Thame (PSDB-SP), foi destinada aos presidentes
das três empresas, respectivamente José Luiz Cutrale, Norberto
Farina e Sérgio Cardoso. Gustavo Porto . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 15 de abril de 2005
A
taxa de contaminação é de 8,6% dos talhões
contaminados. Os dados são de levantamento realizado pelo Fundecitrus. De
acordo com o coordenador-geral de Proteção de Plantas
do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do ministério,
José Geraldo Baldini Ribeiro, a instrução obriga
os citricultores a arrancar as plantas contaminadas num prazo de até
15 dias após a constatação da praga. Fonte: Folha de São Paulo, em 12 de abril de 2005
A Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) realizou ontem (11/4), em Bebedouro, no interior paulista, um evento que reuniu produtores de laranja e políticos para discutir os novos rumos da atividade. "A indústria é altamente concentrada e não paga ao agricultor nem os custos de produção", reclama Flávio Viegas, presidente da Associtrus e produtor de laranja. "Já transformei metade dos meus pomares em área para cana. Se a situação não mudar, serei obrigado a desistir da atividade", afirma Viegas, cuja família é tradicional produtora de cítricos no interior de São Paulo.
Viegas enviou ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, um documento intitulado "Citricultura - Novos Rumos", que traça uma avaliação do setor, e pede uma "análise crítica do documento". Segundo o texto, "a opção da indústria tem sido reduzir a oferta para ampliar suas margens de lucro. Para isso, vem remunerando a laranja com preços inferiores ao seu custo de produção, com a intenção de tirar do setor os pequenos citricultores, no que vem obtendo sucesso, pois o número de produtores já foi reduzido, nos últimos dez anos, de 27 mil para menos de 10 mil". Segundo o documento, "a indústria pratica preços diferenciados, o que representa, na verdade, um subsídio entre produtores: os que recebem menos subsidiam não só os que recebem mais, como também a fruta produzida pela indústria. Há casos em que a diferença de preços chega a 200%". "O preço da laranja não está relacionado com o preço do suco, mas com a disponibilidade da fruta. Assim como o preço do suco está relacionado com a disponibilidade do suco", rebate Ademerval Garcia, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). Garcia concorda que o número de produtores foi reduzido. "A área dos pomares caiu de 800 mil hectares para 628 mil hectares nos últimos dez anos. Mas a produção saltou 30% no período", afirma Garcia, que também participou do even-to em Bebedouro, como ouvinte.Segundo o presidente da Abecitrus, o mercado sempre teve oscilações. "O consumo de sucos cítricos nos Estados Unidos caiu 10% nos últimos sete anos e enfrentamos a concorrência da indústria de bebidas. É crescente o mercado de sucos de outras frutas, de água mineral, chás, refrigerante e outras bebidas", diz. Segundo Viegas, o suco de laranja tem sido exportado pela indústria a preços inferiores ao custo de produção. Um produtor que preferiu não se identificar diz que "o comprador desse suco, provavelmente, são as próprias esmagadoras, que também estão instaladas nos Estados Unidos. A indústria registra um preço baixo de venda do suco aqui para deprimir o preço pago ao produtor agrícola", acusa.
Num texto no site da Abecitrus, Garcia também critica a Câmera Setorial da Citricultura e seu presidente, Flávio Viegas. "O fato é que, além de administrada com visível sectarismo e ideologia e sem objetividade, a Câmara Setorial de Citricultura transformou-se num palanque que poderia causar sérios danos ao setor, merecesse ela - e as diatribes do seu presidente - mais crédito. Pelo sim pelo não, a Câmara, que foi formada para somar, transformou-se num fator divisório tão evidente que a maioria dos seus membros prefere não mais comparecer", escreveu Garcia. Paralisação: Segundo o executivo da Abecitrus, "após um ano de instalação, a Câmara continua sem agenda de trabalho, reunindo-se em locais variados - desde que haja um auditório -, com baixíssimo comparecimento dos seus membros titulares e tratando de assuntos irrelevantes para um setor que tem um PIB anual estimado em US$ 5 bilhões, exporta quase US$ 1,5 bilhão, emprega mais de 400 mil pessoas e é responsável no todo ou em parte pela economia de 322 municípios paulistas e 11 mineiros. A maior citricultura do mundo, em resumo". O deputado federal Mendes Thame (PSDB-SP), presente no evento em Bebedouro, diz que "a diversificação da agricultura é importante para a segurança macroeconômica do Estado. A citricultura dá empregos e pode ser uma forte fonte de renda para o País." Thame acrescenta que quatro indústrias respondem hoje por 85% da produção nacional de sucos cítricos. "Elas fazem uma política para baixar o preço do suco, mas isso, na verdade, não chegou ao consumidor final. O preço caiu só para os produtores rurais". fonte: Gazeta Mercantil, em 12 de abril de 2005
De acordo com o deputado, autor do requerimento de convocação às empresas, na audiência será questionada a concentração gerada no setor de processamento de laranja para produção de suco. "Há uma inquestionável concentração no setor e as empresas vendem hoje suco a um preço muito baixo. Além desse acompanhamento na Câmara, há a investigação feita pelo Cade", lembrou Thame. Já o senador Aelton Freitas (PL-MG), da Comissão de Agricultura do Senado, afirmou ser possível levar essa discussão sobre a negociação da Cargill para a Casa. "A Comissão de Agricultura vai se reunir em breve pela terceira vez e vamos analisar esse assunto", disse Freitas. Os dois parlamentares participaram do evento "Novos Rumos para a Citricultura", organizado pela Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) em Bebedouro (SP). Também presente ao evento, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) propôs que o Senado e a Câmara dos Deputados realizem audiências públicas conjuntas para avaliar a concentração da produção e exportação de suco de laranja no País. De acordo com o senador, é importante que a indústria "preste depoimento de como é que se daria a organização de um possível cartel no setor". "Nós queremos ouvir esse testemunho", disse. Suplicy sugeriu que nessa audiência estejam presentes ainda representantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Secretaria de Direitos Econômicos, bem como de produtores de todos os Estados citrícolas do País. O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Citros (Abecitrus), Ademerval Garcia, considerou que cada indústria deverá avaliar o convite feito pelo senador e decidir se vai ou não à convocação feita pelo Congresso. Garcia ironizou a proposta de convocar produtores de laranja de outros Estados que não São Paulo. "É curiosa a inclusão de outros produtores porque eles irão se aproveitar de todo o trabalho de desenvolvimento da citricultura que é feito hoje em São Paulo", disse Garcia. Depois de ouvir duras críticas à concentração e possível prática de dumping por parte da indústria produtora de suco de laranja, Garcia disse que o assunto não é da competência do produtor. De acordo com o executivo, cabe à indústria definir o preço de venda do suco de laranja, para qual cliente ele é comercializado, e como o produto é distribuído no exterior. "O produtor tem que entender seu limite. Se houver algum problema com o suco depois da sua produção quem vai responder por isso é a indústria", disse Garcia. Garcia considerou importante, entretanto, que os produtores de laranja se unam, mas sugeriu que eles tomem cuidado com o foco da discussão. "O grande problema da citricultura são as pragas e as doenças. Todo mundo pode pedir o melhor preço, tanto o produtor quanto a indústria", completou Garcia. Durante o evento "Novos Rumos da Citricultura", técnicos indicados pela Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) mostraram que a margem de lucro sobre o suco de laranja entre o porto de Santos e o consumidor final europeu é de 500% nas últimas duas safras. Eles apontaram ainda que o preço ideal pago por uma caixa de 40,8 quilos da fruta deveria ser superior a US$ 5 para que os custos de produção fossem cobertos. Gustavo Porto . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 11 de abril de 2005
Os anúncios foram feitos ontem, na sede da Alellyx, em Campinas (SP), para um grupo restrito de cientistas e representantes de empresas do setor citrícola. A leprose dos citros é considerada uma das principais doenças que atingem a citricultura e os gastos para controlar o vetor do vírus, o ácaro Brevipalpus phoenicis, superam R$ 300 milhões por ano no Brasil. É a metade do que é investido em todo o controle químico nos pomares. De acordo com a diretora da Alellyx, Ana Cláudia Rasera, com genoma terminado os pesquisadores da empresa passaram a utilizar partes do vírus seqüenciado no desenvolvimento das variedades transgênicas resistentes à leprose dos citros. Segundo Ana Cláudia, no processo de transgenia são seguidas duas linhas: o primeiro é o de inserir no genoma da laranjeira a seqüência do vírus responsável pela sua capa protéica. A planta desenvolverá uma superprodução dessa capa protéica e evitará com que, no ataque, o vírus possa se reproduzir. "O vírus se livra da capa protéica para começar sua reprodução. Como há a produção na planta dessa capa ele sempre vai estar coberto", disse. "É como se o vírus fosse tirar roupa e sempre houvesse uma outra para cobri-lo", comparou a pesquisadora. Outra técnica utilizada de transgenia é semelhante a uma vacina, de acordo com a diretora da Alellyx. Nela, a planta desenvolve a resistência atacando inicialmente a seqüência transgênica do vírus e, posteriormente, dispara o ataque natural contra o próprio vírus. A diretora da Alellyx Applied Genomics, Ana Cláudia Rasera, informou ainda que a empresa já testa variedades de laranjas transgênicas resistentes à morte súbita dos citros (MSC). A doença, descoberta no País em 2001, já dizimou pelo menos 3 milhões de pés de laranja em pomares de 30 municípios dos estados de São Paulo e de Minas Gerais. A empresa, da Votorantim Novos Negócios, foi a primeira a anunciar, em 14 de outubro de 2003, o isolamento e o seqüenciamento do Citrus Sudden Death Virus (CSDV - do inglês Vírus da Morte Súbita dos Citros), cuja patente pertence à Alellyx.
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 08 de abril de 2005
A medida foi tomada a pedido da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), que também teve aceito pelo conselheiro, relator do ato de concentração no Cade, o seu pedido de ser incluída no processo como terceira interessada. Com isso, a Associtrus poderá participar do processo de instrução do caso, fornecendo informações referentes ao mercado de suco de laranja. Em 10 de setembro de 2004, parte dos ativos da Cargill, relacionados à produção de suco de laranja concentrado congelado, foi vendida para a Cutrale e para a Fisher Agroindústria. O ato de concentração está sendo analisado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, que enviarão um parecer sobre o negócio ao Cade. A Associtrus, no pedido de medida cautelar, solicitou, ainda que fossem mantidas as relações comerciais entre os fornecedores de frutas e a Cargill. No entanto, este ponto foi negado pelo conselheiro. Prado argumentou que não cabe ao Cade interferir nos contratos privados entre citricultores e empresas processadoras de suco de laranja. Para ele, eventuais disputas devem ser resolvidas no Poder Judiciário. A Associação ainda pediu a descontinuidade do negócio ou a aprovação com restrições para evitar abusos em função do poder de compra da laranja. O relator entendeu que tal pedido não pode ser objeto de medida cautelar e será analisado no julgamento do ato de concentração pelo plenário do Cade. Renata Veríssimo . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 07 de abril de 2005
Uma rede de pesquisas coordenada por cientistas do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), criou variedades híbridas de laranja com tangerina resistentes à leprose, principal doença causada por vírus (leprose citrus virus) nos pomares brasileiros. Estima-se que sejam gastos cerca de US$ 100 milhões por ano com o controle químico do ácaro vetor da doença, o Brevipalpus phoenicis, e que o custo das aplicações de acaricidas represente a metade do que é gasto com defensivos nos pomares.
"A tangerina murcott já é um híbrido de laranja com tangerina. A idéia era fazer novos cruzamentos até que conseguíssemos uma variedade mais comercial e com alta produtividade", disse Juliana. Das cerca de 1,5 mil plantas testadas há três anos no campo e em viveiros telados do Centro de Citricultura, foram selecionados 148 híbridos. Pelo menos seis desses híbridos já começam a dar frutos e são considerados materiais muito promissores pelos pesquisadores. "Todas as plantas testadas foram altamente contaminadas com a doença e selecionadas ano a ano. A partir de agora vamos buscar testar os híbridos resistentes no campo", disse Juliana. Para o diretor do Centro de Citricultura, Marcos Antonio Machado, a ação da leprose é pouco comentada, porque há o controle químico da doença. "Mas muitos produtores pequenos e médios não conseguem controlar a doença por causa do alto custo do defensivo", disse Machado. A leprose causa lesões nas folhas, ramos e frutas e faz com que haja perda na produtividade e até a morte da planta. Além do desenvolvimento de variedades resistentes à leprose, a rede de pesquisas da doença já desenvolveu, há cerca de dois anos, o primeiro método específico e sensível para a detecção do vírus da leprose em diferentes órgãos da planta, antes mesmo de os sintomas aparecerem, teste que tem sido aplicado com sucesso em vários países com mundo. O desenvolvimento deste método de detecção só foi possível graças à caracterização parcial do genoma do vírus, cujo seqüenciamento total será completado em breve. Esse seqüenciamento final é também tema de uma tese de doutorado, da pesquisadora Eliane Locali, e permitirá um diagnóstico preciso da doença.(fonte: Ag. Estado) fonte: Ag. Estado, em 05 de abril de 2005
Estima-se que sejam gastos cerca de US$ 100 milhões por ano com o controle químico do ácaro vetor da doença, o Brevipalpus phoenicis, e que o custo das aplicações de acaricidas represente a metade do que é gasto com defensivos nos pomares. O desenvolvimento das variedades híbridas surgiu juntamente com a tese de doutorado da pesquisadora Marinês Bastianel, coordenada pela pesquisadora Juliana Freitas-Astúa. A idéia era buscar, por meio de sucessivos cruzamentos e seleções, ao menos uma variedade que reunisse a resistência à leprose da tangerina murcott (tangor murcott) aos benefícios agronômicos e comerciais da laranja pêra, altamente suscetível à doença. "A tangerina murcott já é um híbrido de laranja com tangerina. A idéia era fazer novos cruzamentos até que conseguíssemos uma variedade mais comercial e com alta produtividade", disse Juliana. Das cerca de 1,5 mil plantas testadas há três anos no campo e em viveiros telados do Centro de Citricultura, foram selecionados 148 híbridos. Pelo menos seis desses híbridos já começam a dar frutos e são considerados materiais muito promissores pelos pesquisadores. "Todas as plantas testadas foram altamente contaminadas com a doença e selecionadas ano a ano. A partir de agora vamos buscar testar os híbridos resistentes no campo", disse Juliana. Para o diretor do Centro de Citricultura, Marcos Antonio Machado, a ação da leprose é pouco comentada, porque há o controle químico da doença. "Mas muitos produtores pequenos e médios não conseguem controlar a doença por causa do alto custo do defensivo", disse Machado. A leprose causa lesões nas folhas, ramos e frutas e faz com que haja perda na produtividade e até a morte da planta. Além do desenvolvimento de variedades resistentes à leprose, a rede de pesquisas da doença já desenvolveu, há cerca de dois anos, o primeiro método específico e sensível para a detecção do vírus da leprose em diferentes órgãos da planta, antes mesmo de os sintomas aparecerem, teste que tem sido aplicado com sucesso em vários países com mundo. O desenvolvimento deste método de detecção só foi possível graças à caracterização parcial do genoma do vírus, cujo seqüenciamento total será completado em breve. Esse seqüenciamento final é também tema de uma tese de doutorado, da pesquisadora Eliane Locali, e permitirá um diagnóstico preciso da doença.
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 04 de abril de 2005
O diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Luciano Figueiredo, entrega amanhã (30/3), às 9h30, na Associação de Desenvolvimento Comunitário de Lagoa de Baixo, em Rio Real, 555 litros do acaricida Envidor, bem como equipamentos de proteção individual (EPIs), para 92 famílias de produtores rurais da região. A doação do fungicida foi viabilizada por parceria com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e a Bayer, após a implantação, no mês passado, do Plano Emergencial para o Controle da Leprose dos Citros no Litoral Norte da Bahia.
"Trata-se de uma ação no contexto do programa BahiaCitros e visa o controle da praga em áreas de agricultura familiar", afirmou o diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Adab, Cássio Peixoto. Segundo ele, os beneficiados são de baixa renda e possuem pomares em área de foco. Com o apoio de lideranças locais, o plano visa conter o avanço da praga em propriedades e empresas rurais dos municípios de Itapicuru e Rio Real. Participaram também das discussões sobre o assunto o prefeito de Rio Real, Antônio Carroça, e representantes da Associação dos Citricultores da Bahia (Asciba). "A doença é realmente um problema, mas o controle fitossanitário é a solução para a agricultura e nesse aspecto cabe à Adab agir para oferecer qualidade aos produtos", explicou o diretor-geral.
A leprose foi notificada no Brasil em 1933, em São Paulo. Na Bahia, a praga foi detectada em 1999, em Itapicuru. Desde então, 367 hectares foram erradicados e as áreas atingidas permanecem até hoje sob monitoramento. "Diante desse mercado em potencial, é imperativo promover a defesa fitossanitária dos citros, fortalecendo não só o trabalho da Adab, mas também tornando o estado competitivo", disse Figueiredo. A implantação do plano emergencial é conseqüência do surgimento de novos pomares infectados. "Não podemos permitir que áreas consideradas indenes sejam prejudicadas pela praga", afirmou Peixoto. "E com o trabalho já desenvolvido na região, tendo acesso ao gradiente de prevalência, conseguiremos conter o avanço da leprose no Litoral Norte", declarou. Entre as estratégias de ação, os técnicos da Adab ressaltam a importância do mapeamento da incidência da praga, monitoramento sistêmico e a intensificação da fiscalização do trânsito com barreiras fixas e móveis. Campanhas educativas, controle químico, estruturação da equipe de vigilância e capacitação de agentes também fazem parte do plano. "Somente com a união de todos os elos da cadeia produtiva conseguiremos conter a leprose", disse Peixoto. "Os nossos esforços só obterão êxito se envolvermos desde o colhedor dentro dos pomares até as esferas governamentais", afirmou. A leprose é considerada a principal doença da citricultura brasileira, responsável pela perda de mais de 30% da produção anual. Entre os sintomas é apontada a queda prematura de frutos as folhas ficam secas e como conseqüência ocorre a diminuição da vida útil dos pomares. Os citros estão entre os principais itens da pauta de exportação das frutas brasileiras para a Europa, que já está sinalizando o interesse na importação do produto. O Brasil é o maior produtor mundial, com cerca de 17,3 milhões de toneladas de laranja/ano produzidas em praticamente todas as regiões. fonte: Seagri/BA, em 28 de março de 2005
Entre os que já confirmaram presença, de acordo com Viegas, estão os senadores Romeu Tuma (PFL-SP) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), líder da oposição e presidente da Comissão de Agricultura do Senado. Ainda segundo Viegas, representantes da indústria também deverão ser chamados para o evento político. " A idéia é buscar um equilíbrio para o setor, já que os produtores vêm sendo cada vez mais prejudicados", disse Viegas.
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 24 de março de 2005
A novidade no documento é que, além das plantas cítricas, será obrigada a erradicação da murta, planta ornamental comum em cidades e normalmente utilizada como cerca-viva, por ela ser suscetível ao greening. O documento determina também que a produção de mudas e borbulhas em Estados nos quais haja casos de greening seja feita em viveiros telados, proíbe o trânsito de cultivares sem certificação e obriga vistorias anuais em pomares sem a doença e semestrais no quais haja o greening. Até agora, o greening foi detectado em pomares de 26 municípios do Estado de São Paulo. A instrução normativa obriga ainda o proprietário, arrendatário ou ocupante da área a notificar o órgão de defesa sanitária do seu Estado, a aparição de sintomas do greening em árvores, bem como erradicá-las após a comprovação da existência da praga. Caso o proprietário não erradique as plantas em 15 dias após ser notificado, o órgão de defesa sanitária fará a ação e cobrará os custos do responsável pela cultura. Por fim, a instrução normativa prevê ainda que Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV) denuncie o produtor que se recusar a erradicar suas plantas ao Ministério Público, com base no artigo 259 do Código Penal Brasileiro. O artigo prevê pena de dois a cinco anos de prisão e multa pela difusão de doença ou praga que possa causar dano a floresta, plantação ou animais de utilidade econômica.
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 22 de março de 2005
De acordo com Ribeiro, a instrução normativa obrigará o citricultor a arrancar as plantas contaminadas em um prazo de 15 dias após a constatação. Caso contrário, o governo irá fazer a erradicação e cobrar os custos do produtor. Apesar de valer em todo o Brasil, a obrigatoriedade atinge basicamente os citricultores paulistas, Estado que concentra a maior parte da produção e todos os casos relatados da doença. Em algumas regiões, como na de Araraquara, mais de 20% dos talhões dos pomares apresentam pelo menos uma planta com sintomas de greening. Em alguns casos, pomares inteiros foram infectados e tornaram-se inviáveis economicamente. Além da erradicação, o citricultor deverá estar sujeito a uma multa prevista pela legislação que regulamenta a Defesa Sanitária. Será proibida ainda na instrução normativa a produção de mudas em viveiros não-telados e o transporte dessas mudas só poderá ocorrer com certificação de origem de sanidade da planta. O texto do documento foi amplamente discutido entre o governo e a cadeia produtiva citrícola. "Com o consenso do setor produtivo, esperamos reduzir as fontes de inóculo para a doença, considerada hoje a principal da citricultura pela sua agressividade", disse Ribeiro. Além da normatização do controle do greening, deverão ainda ser adotadas medidas de conscientização do citricultor para que reconheça rapidamente plantas com greening e informe os órgãos do setor. A ação de erradicação das plantas doentes será feita pelos governos federal e estadual, em parceria com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), cuja sede é em Araraquara, cidade na qual foram relatados, há um ano, os primeiros casos do greening. Conhecido também como huanglongbing, o greening é uma doença originária da China (como a laranja), é causada pela bactéria Candidatus Liberibacter e já atinge pomares de 46 municípios paulistas. A bactéria causadora da doença tem ação restrita ao floema, sistema vascular responsável pela condução da seiva na planta e os sintomas são: amarelecimento em ramos, seguido de desfolha e queda de frutos, que também apresentam tamanho reduzido e deformidade. Além disso, o sistema vascular interno, a partir do ponto de inserção com o pedúnculo (haste que segura o fruto), ficava amarelecido. Gustavo Porto . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 21 de março de 2005
Citros:
Cade não inclui compra de ativos da Cargill em pauta A previsão de que houvesse o julgamento do contencioso nessa data era do presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Flávio Viegas. A assessoria de imprensa do Cade informou que ainda não há previsão para o julgamento da compra da Cargill no setor de suco de laranja. Por lei, qualquer negócio que envolva empresas cujo faturamento bruto anual supere R$ 400 milhões ou que a compradora passe a ter mais de 20% do mercado tem de ser aprovado pelo governo. Após a compra de unidades da Cargill, tanto a Cutrale, como a Citrosuco, passaram a ter entre 30% e 35% da produção e exportação de suco de laranja no País. O valor do negócio foi mantido em sigilo.
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em18 de março de 2005
Só Citrus, em 11 de março de 2005
. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 08 de março de 2005
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