Flórida alega que suco brasileiro é vendido abaixo do custo

A decisão preliminar da comissão, por seis votos a zero, significa que o Departamento de Comércio americano pode continuar a investigar as denúncias de produtores de laranja da Flórida de que o suco de laranja brasileiro está sendo vendido nos Estados Unidos a preços abaixo do mercado.

O objetivo do processo iniciado pelos produtores de laranja da Flórida é que os EUA imponham sobretarifas ao produto brasileiro, dentro das regras do sistema antidumping, previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC)

No entanto, dois dos integrantes da comissão concluíram que a infração ocorre apenas nas importações de suco concentrado congelado e não em outros tipos de suco brasileiro que entram no mercado americano. Segundo os produtores da Flórida, o suco de laranja congelado brasileiro é vendido a preços 37% abaixo dos custos de produção e outros tipos de suco de laranja, a 78% abaixo dos custos.

A indústria brasileira de suco de laranja nega as acusações.

O Brasil é o maior produtor de suco de laranja do mundo e tem uma parcela de 15% do mercado de suco dos Estados Unidos. A maior parte da produção brasileira está em São Paulo. Juntos, São Paulo e Flórida, representam 90% da produção mundial de suco de laranja

. fonte: - BBC do Brasil, em 04 de março de 2005

 

 

Suco de laranja: Brasil faz dumping, diz estudo de governo/EUA
Renato Martins

Kansas City - A Comissão de Comércio Internacional do governo dos EUA (ITC) divulgou relatório de um estudo preliminar segundo o qual as importações de suco de laranja concentrado congelado e suco de laranja "não originário de concentrado" do Brasil prejudicam materialmente os plantadores de laranja e os processadores de suco norte-americanos.

A ITC diz ter feito "uma determinação afirmativa, na fase preliminar de sua investigação antidumping, em relação a 'certos sucos de laranja do Brasil'".

O estudo foi iniciado em reação a um pedido apresentado em 27 de dezembro de 2004 por uma coalizão que reunia a Florida Citrus Mutual (entidade dos plantadores) e um grupo de processadores de suco da Flórida. Segundo uma nota à imprensa da Florida Citrus Mutual, a ITC e o Departamento do Comércio dos EUA deverão anunciar o resultado final de suas investigações no dia 5 de julho. As informações são da Dow Jones.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 03 de março de 2005

 

 

Citros: "indústria grita para mundo que faz dumping", diz produtor
Gustavo Porto

O presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) e da Câmara Setorial da Citricultura, Flávio Viegas, reagiu com naturalidade e sem surpresa à informação de que o relatório preliminar da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC), divulgado hoje, apontou prática de dumping por parte de indústria processadora de suco de laranja do Brasil. "Ao exportar o suco de laranja a US$ 850 a tonelada a indústria grita para o mundo que está fazendo dumping. Por baixo, o custo de produção no Brasil varia de US$ 1.050 a US$ 1.100 a tonelada", disse Viegas.

Para o representante dos produtores, a indústria processadora provocou a reação dos norte-americanos, iniciada em dezembro do ano passado com o pedido de investigação."É lógico que os Estados Unidos procuraram um pretexto para agirem contra o Brasil e foi fácil encontrá-lo", disse Viegas ao lembrar da concorrência entre os dois países, que dominam o setor exportador de suco de laranja. "Os norte-americanos estão articulados e vão tocar em frente esse negócio. Acho que a indústria brasileira está assustada", concluiu.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 03 de março de 2005

 

 

Citros: concentração gera escala e diminui custos, diz Abecitrus
Gustavo Porto

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, considerou que concentração da produção em um número reduzido de empresas, como as de suco de laranja, é necessária para que haja escala, redução nos custos, como de fretes, e combate às barreiras comerciais. Em um relato feito por e-mail, Garcia, que está nos Estados Unidos, disse que não estava informado do arrendamento unidade processadora da Sucos Kiki pela Coinbra/Louis Dreyfus, o que ampliou a concentração no mercado produtor e exportador de sucos no Brasil, hoje restrito a quatro empresas.

"O assunto Coinbra/Kiki (sobre o qual não estava informado) diz respeito apenas às partes eventualmente contratantes, por isso a Abecitrus não tem opinião", relatou Garcia. Para justificar a necessidade de concentração em diversos setores da economia, o executivo explica que também há concentração na outra ponta, como no varejo. "Na Europa, hoje, há apenas quatro redes de supermercados, nos Estados Unidos, uma única empresa responde pela metade das vendas a varejo, e isto obriga as empresas fornecedoras a ter escala para continuar no negócio, especialmente com os custos crescentes e as barreiras comerciais inamovíveis", informa. "Quem não tem escala e não busca nichos de especialização tem muita dificuldade hoje em dia, em qualquer negócio, não apenas na citricultura", completou Garcia.

Garcia considerou "antipatrióticas e destituídas de fundamento" as opiniões emitidas ontem pelo presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) e da Câmara Setorial da Citricultura do Ministério da Agricultura, Flávio Viegas, sobre a concentração do setor e a possível prática de dumping no mercado internacional de suco de laranja.

Ontem, ao comentar o arrendamento da Kiki pela Coinbra, Viegas disse que não existe explicação para que o suco brasileiro seja vendido na Europa a US$ 850 a tonelada se só o custo da laranja é de US$ 1.000 a tonelada. "Só mesmo o dumping para explicar essa concentração, que tem como objetivo de acabar com os pequenos produtores de suco e de fruta", afirmou o presidente da Associtrus.

Garcia retrucou e informou, por meio de e-mail, que "as opiniões atribuídas ao presidente da Associtrus e da Câmara Setorial, se verdadeiras, me parecem contrárias ao interesse da classe que diz representar, antipatrióticas, destituídas de fundamento e inadequadas para alguém que foi indicado pelo ministro da Agricultura para presidente da Câmara Setorial da Citricultura - sem que a indústria fosse ouvida, ressalte-se".

O presidente da Abecitrus relatou ainda que estaria enviando hoje ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, uma correspondência, com cópia da matéria da Agência Estado, "revelando o nosso profundo mal-estar com o comportamento do presidente da Câmara, a quem já fizemos, em ocasiões anteriores, sentir o nosso desagrado e protestamos contra o uso indevido do nome da Câmara Setorial em assuntos concorrenciais", completou.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 15 de fevereiro de 2005

 

 

Citros: Coinbra arrenda sucos Kiki e amplia concentração Gustavo Porto

A Coinbra-Frutesp S.A., empresa do grupo francês Louis Dreyfus, arrendou hoje a unidade de suco de laranja e de produtos cítricos da Sucos Kiki Ltda., em Engenheiro Coelho, cidade paulista na região de Limeira. O acordo, confirmado pelo diretor-presidente da Kiki, Wagner Gonçalves, prevê o aluguel do complexo industrial da empresa por dois anos, com opção de compra. Com o arrendamento, a Coinbra retoma o terceiro lugar no ranking de empresas produtoras e exportadoras, perdido no mês passado para Citrovita, do Grupo Votorantin, que comprara a Sucorrico, em Araras (SP).

O arrendamento amplia ainda mais a concentração do setor exportador de suco de laranja, com cerca de 95% da produção brasileira dividida entre a Coinbra, Citrovita e as líderes Cutrale e Citrosuco. "A decisão (de arrendamento) ocorreu simplesmente porque o mercado está muito duro. Os grandes jogam pesado mesmo e não dá para competir", disse Gonçalves. "Acho ainda que a opção de compra da Coinbra será exercida", completou, sem revelar os valores do negócio.

Criada há 43 anos como uma empresa de venda de laranja in natura, a Kiki processa hoje cerca de 10 milhões de caixas por safra e produz 500 toneladas de suco concentrado e congelado diariamente. Além de controlar a unidade em Engenheiro Coelho, a Coinbra/Louis Dreyfus tem duas unidades próprias no Brasil, ambas no Estado de São Paulo, uma em Bebedouro e outra em Matão, com processamento anual de 55 milhões de caixas de laranja.

A Louis Dreyfus tem outras duas unidades na Flórida (EUA), nas cidades de Wintergarden e Indiantown, e processa, naquele país, 28 milhões de caixas de laranja. Com sede em Paris e o controle de 10% do mercado mundial de suco de laranja, o grupo francês possui ainda um terminal próprio para a estocagem e distribuição de sucos no porto de Ghent, na Bélgica e comercializa o produto para mais de 65 países.

A Coinbra foi procurada pela Agência Estado, mas ainda não se manifestou sobre o acordo com a Kiki. Além do arrendamento da Kiki, circulou hoje no mercado a informação de que a unidade da Bascitrus, de Mirassol (SP), teria despertado o interesse da Citrosuco. No entanto, o presidente da Bascitrus, Horst Happel, ex-presidente da Citrosuco, negou a informação. "Não há nem conversa sobre esse assunto", afirmou. "A situação é muito complicada, pois os grandes vendem abaixo do custo e nós sofremos, mas vamos mantendo", completou.

A assessoria da Citrosuco informou também não ter conhecimento do possível acordo. Já o presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus) e da Câmara Setorial da Citricultura do Ministério da Agricultura, Flávio Viegas, considerou o negócio entre a Coinbra e a Kiki "mais uma ação do cartel de empresas que domina o setor hoje". Viegas disse que não existe explicação para que o suco brasileiro seja vendido na Europa a US$ 850 a tonelada se só o custo da laranja é de US$ 1.000 a tonelada. "Só mesmo o dumping para explicar essa concentração, que tem como objetivo de acabar com os pequenos produtores de suco e de fruta. A única boa notícia é de que a Bascitrus ainda resiste", disse Viegas.

Ele e Happel lembraram que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos aceitou, na última semana, investigar a possível prática de dumping por parte dos processadores brasileiros a pedido dos produtores norte-americanos.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 14 de fevereiro de 2005

 

 

Citrovita se desliga da Abecitrus

A Citrovita, controlada pelo Grupo Votorantim, e a Bascitrus, empresa de suco de laranja com sede em Mirassol (SP), não fazem mais parte da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). Em cartas definidas como "lacônicas" por Ademerval Garcia, presidente da entidade, a Citrovita comunicou seu desligamento no último mês de dezembro, enquanto a Bascitrus acaba de fazê-lo.

"Os executivos dessas empresas contribuíam muito nos trabalhos de nossos comitês. Trata-se, portanto, de um prejuízo que estamos tentando remediar. Estamos trabalhando para trazê-las de volta", afirmou Garcia. Ele lembra que a entidade já havia perdido a Cargill, que em 2004 vendeu suas operações de suco no Brasil para Cutrale e Citrosuco, e Sucorrico, que na semana passada foi vendida para a Citrovita por cerca de US$ 70 milhões.

Além de Cutrale e Citrosuco, que detêm mais de 60% das exportações brasileiras de suco de laranja, permanecem na Abecitrus a Coinbra, do grupo francês Louis Dreyfus, e as empresas CTM e Montecitrus, que fabricam a bebida mas só exportam por intermédio das outras grandes. "A Abecitrus uniu o setor em 1994, e esse tipo de cisão ainda não havia ocorrido", lamentou Garcia.

Conforme fontes do mercado, a cisão nasceu durante a negociação entre Citrovita e Sucorrico, que começou no fim de 2004. Ninguém comenta abertamente, mas até os pomares paulistas dizem que a Cutrale tentou "atravessar" as tratativas fazendo uma proposta mais interessante a um dos 123 associados da Sucorrico. Como a venda dependia do aval de 100% dos associados, a jogada chegou a atrasar o negócio, mas não conseguiu evitá-lo.

Fonte: Valor Econômico , em 03 de fevereiro de 2005

 

Citros: Citrovita antecipa e consolida investimento de US$ 130 mi
Gustavo Porto

A compra da Sucorrico S.A. antecipou e consolidou o plano estratégico de investimentos de US$ 130 milhões da Citrovita, afirmou hoje Mário Bavaresco Júnior, diretor-superintendente da empresa do Grupo Votorantim. Além dos US$ 70 milhões gastos na operação, ratificada ontem, a Citrovita já iniciou o investimento de US$ 20 milhões na duplicação da unidade adquirida, localizada em Araras (SP). O restante está sendo gasto na compra de fazendas no plantio de árvores.

Até o final de 2005, a capacidade de produção das três unidades da Citrovita será de 300 mil toneladas de suco de laranja por ano, o resultado de um processamento de 75 milhões de caixas da fruta. A empresa terá ainda 10 milhões de pés de laranja plantados e uma produção suficiente para suprir até 40% do processamento - o restante virá de produtores independentes.

Além da recém-adquirida fábrica de Araras (SP), a Citrovita possui outras duas unidades processadoras no Estado de São Paulo: uma em Catanduva e outra em Matão. "O planejamento estratégico, feito em 2003, previa a otimização das unidades existentes, a ampliação no plantio e na produção de suco. A compra da Sucorrico antecipou esse plano", disse Bavaresco.

O executivo lembrou que a aquisição da unidade de Araras, ao sul do parque citrícola comercial paulista, é estratégica para a Citrovita. "É uma região na qual estamos adquirindo fazendas e direcionando nossos plantios", explicou Bavaresco.

O diretor-superintendente da Citrovita negou ainda que houvesse interesse do Grupo Votorantim na aquisição de unidades processadoras da Coinbra, do grupo francês Louis Dreyfus, ao contrário dos comentários do restrito mercado de suco de laranja. "Não, isso não foi ventilado", resumiu.

A aquisição da Sucorrico consolidou Citrovita como a terceira maior produtora e exportadora de suco de laranja do Brasil, atrás das gigantes Cutrale e Citrosuco, mas não vai tirar, pelo menos por enquanto, o foco da empresa do Grupo Votorantim de manter no País seus investimentos no setor produtivo. Ao contrário das líderes do setor, que produzem suco em unidades processadoras na Flórida, "não há projetos em um curto prazo para os Estados Unidos por parte da Citrovita", disse o diretor-superintendente da empresa, Mário Bavaresco Júnior. "O foco da empresa é no Brasil", completou.

De acordo com Bavaresco, a empresa acredita que o Brasil se tornará cada vez mais competitivo e seguirá na liderança mundial do mercado de suco de laranja, mesmo com os altos e baixos causados por problemas fitossanitários e econômicos. "São momentos pontuais, mas nós investimos muito em tratamento fitossanitários e na diversificação do plantio. A tendência natural é nos tornamos cada vez mais competitivos", afirmou.

Bavaresco disse que a empresa não está analisando o processo de dumping proposto pelos produtores norte-americanos contra o Brasil e que ainda é avaliado pelas autoridades nos Estados Unidos. "Nós já somos a única empresa a pagar uma taxa de dumping pelo suco enviado aos Estados Unidos, mercado que não é o nosso principal, pois recebe apenas 10% de nossas exportações", disse o executivo.

O presidente da Citrovita considerou, por fim, infundadas as críticas feitas por grupos de produtores independentes de que a empresa estaria renegociando contratos e reduzindo o valor pago pela caixa de laranja. "Isso ocorreu em alguns casos raros e situação específicas", concluiu.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 27 de janeiro de 2005

 

 

Pomares de laranjas encolhem 0,7% em Sãp paulo

Os produtores de laranja estão descartando árvores mais velhas em razão dos elevados custos de manutenção, de acordo com estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A produção de laranjas deve totalizar 354,3 milhões de caixas em 2004/05, volume 1,6% menor que o da safra anterior. "Com os elevados custos de produção, os citricultores optaram por derrubar as árvores pouco produtivas", diz Nelson Martin, diretor do IEA. Com isso, a área plantada encolheu 0,7%.

 

. fonte: - Gazeta Mercantil , em 18 de janeiro de 2005

 

Citros: dólar leva indústria a reduzir custos e investimentos
Gustavo Porto

O atual cenário cambial, com o dólar a R$ 2,70, leva a indústria processadora de suco de laranja brasileira a reduzir custos e investimentos, de acordo com a Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). "O setor (exportador de suco de laranja) está sendo muito prejudicado. A tendência é adiar investimentos e adotar um programa adicional de redução de custos", afirmou o presidente da Abecitrus, Ademerval Garcia.

Ele lembra que não há alternativas para a indústria produtora de suco de laranja brasileira, pois praticamente toda a sua produção é vendida no Exterior. "Nós já exportamos com o real valendo 83 centavos de dólar e também com o dólar custando quatro reais. O problema agora é que o setor já trabalha com margens comprometidas e os custos de produção e de logística subiram muito", explicou Garcia. "Em virtude das ameaças internacionais, portos precisaram ser adaptados e o custo do frete aumentou muito", completou.

Os primeiros custos e investimentos a serem cortados ou congelados, na opinião do executivo, serão em pesquisa, tanto para o produtor da fruta, quanto para a indústria. "O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) vai ter mais problema, pois faz parte do custo dos dois lados e não tem como explicar para o produtor que é preciso aumentar o investimento em pesquisa nesse momento, pois ele também vende em dólar", explicou Garcia, que também preside a entidade de pesquisa mantida pela indústria e pelo citricultor, com um orçamento anual de US$ 15 milhões. "As tecnologias e pesquisas mais sofisticadas serão suspensas até que o cenário mude", concluiu.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 13 de janeiro de 2005

 

 

Safra menor de laranja

Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta na bolsa de Nova York, depois que o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu mais uma vez a safra de laranja da Flórida. Os contratos para março encerraram a 85,90 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 360 pontos, ou 4,4%, em relação ao pregão anterior.

O relatório do USDA aponta uma colheita de 162 milhões de caixas de laranja, ante 168 milhões de caixas previstos no relatório de dezembro. Se as estimativas forem concretizadas, será a menor safra de laranja desde o ciclo 1991/92, quando o estado colheu 139,8 milhões de caixas.
A queda da produção foi atribuída aos furacões que atingiram a Flórida e ao clima mais quente que o normal, que antecipou a florada.

. fonte: Valor Econômico , em 13 de janeiro de 2005

 

 

Citros: quatro condados da Flórida ganham acesso ao mercado chinês
Alexandre Rodrigues

Kansas City - A Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China anunciou recentemente que mais quatro condados da Flórida (Charlotte, Polk, Pasco, and Orange) obtiveram acesso ao mercado de citros da China a partir de 31 de dezembro de 2004, de acordo com relatórios agrícolas divulgados no site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na segunda-feira.

A autoridade de quarentena da China declarou que permitirá que esses condados exportem citros ao país imediatamente. Entretanto, esses embarques terão de atender aos termos impostos pelos protocolos de quarentena entre os dois países.

Os exportadores deverão consultar as agências de inspeção e quarentena no porto para obter os requerimentos. As informações são da Dow Jones.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 11 de janeiro de 2005

 

 

Citros: consultores pedem ações contra greening na Carta da China
Gustavo Porto

O Grupo de Consultores em Citros (GCONCI) divulgou hoje as principais medidas a serem adotadas para o controle do greening, ou huanglongbing, nos pomares comerciais brasileiros. As medidas são as principais do documento denominado "GCONCI - Carta da China", resultado da visita de membros da entidade àquele país durante 15 dias.

As quatro principais sugestões feitas no documento - já enviado ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, ao secretário da Agricultura de São Paulo, Antônio Duarte Nogueira Júnior - são a criação de um programa estatal de erradicação imediata e sistemática de plantas com sintomas de greening; investimentos públicos na conscientização do citricultor; o controle do vetor, de forma sustentável, em áreas de ocorrência da doença; a utilização de mudas sadias em todo o território nacional.

Além de ser um dos maiores produtores mundiais de citros, a China convive com o greening, doença descoberta em março do ano passado no Brasil, há décadas. No país, há a presença da variante asiática da Candidatus Liberibacter, causadora da doenças, tão severa como a variante americana da bactéria, presente no Brasil.

Maurício Mendes, membro do GCONCI e consultor da FNP, lembra, no entanto, que a citricultura da China é muito diferente da brasileira. "Enquanto no Brasil a produção é baseada na laranja e voltada para a industrialização do suco, a produção chinesa é predominante para o consumo interno de frutas frescas e concentrada em tangerinas e pomelos", comenta.

Maurício ressalta que este fato torna a doença menos severa na China. "Nossa realidade é outra. A citricultura brasileira é essencialmente voltada para a indústria e a substituição de frutas é viável apenas em pequena escala", disse Mendes, que visitou, juntamente com o grupo do GCONCI, centros de pesquisa, empresas e as principais regiões produtoras chinesas.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 06 de janeiro de 2005

 

Citros: burocracia leva Finep a arquivar projeto de R$ 450 mil
Gustavo Porto

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do governo federal arquivou o processo para o financiamento de R$ 450 mil para o desenvolvimento de um sistema inédito e de baixo custo do diagnóstico da morte súbita dos citros (MSC), uma das principais doenças dos pomares de laranja do Brasil.

O motivo alegado pelo órgão de fomento foi a burocracia do governo paulista, que impediu a assinatura de um convênio entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) para o desenvolvimento do projeto.

O estudo, que pretendia criar o método de diagnóstico da MSC por meio de um simples teste sorológico, foi apresentado e aprovado em junho do ano passado pela Finep por um grupo de pesquisadores do Departamento de Imunologia do Departamento de Biologia da Unicamp.

O projeto previa e a Finep exigia que fosse feito um convênio de parceria entre a universidade e o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, órgão da APTA e referência mundial em pesquisa citrícola. "No entanto, a burocracia do governo prevê que um convênio entre dois órgãos ligados ao governo paulista só pode ser feito com a assinatura do governador Geraldo Alckmin. Como foi impossível o processo chegar a ele em tempo, a Finep arquivou o projeto", disse um pesquisador, que pediu para não ser identificado.

O diretor da APTA, Luiz Fernando Ceribelli Madi, admitiu o problema burocrático com o financiamento do projeto de elaboração do diagnóstico para a morte súbita dos citros, mas afirmou que ele será revertido até o início deste ano de 2005.

Madi explicou que não houve tempo para o governo paulista adequar o projeto de parceria entre a Unicamp e a APTA "porque surgiram problemas em relação aos direitos autorais e intelectuais, que são vistos de maneiras diferentes na Unicamp, que é uma autarquia, e a APTA, que pertence à administração direta do Governo do Estado de São Paulo", disse Madi.

O diretor da APTA e também é presidente da Associação Brasileira dos Institutos de Pesquisa (ABIP), disse ainda que não foi comunicado oficialmente pela Finep do arquivamento do projeto, mas já conversou com o presidente da entidade de fomento à pesquisa, Sérgio Resende. "Sou amigo do Sérgio e tenho certeza de que esse projeto será retomado e nós vamos receber o financiamento no começo de 2005", concluiu. Já o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Marcos Antonio Machado, foi procurado e preferiu não comentar o assunto.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 03 de janeiro de 2005

 

Patriarca dos Cutrale morre aos 78

O megaempresário do setor de citricultura José Cutrale Júnior, 78, morreu no final da tarde de ontem em Araraquara. Extra-oficialmente, Cutrale foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) causado por leucemia.

Cutrale era o patriarca da família que empresta o nome a uma das principais empresas de suco de laranja do mundo, detentora de 30% do mercado mundial.

Cutrale tinha a saúde debilitada e estava internado numa UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) montada em sua própria casa, num condomínio habitado por executivos da empresa e chamado Residencial Araraquara.

O empresário fazia tratamento de saúde nos Estados Unidos e voltou recentemente para o Brasil. A morte ocorreu por volta das 18h de ontem.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura de São Paulo, Antônio Duarte Nogueira Júnior, a morte de Cutrale é uma perda grande para o setor, pelo fato de ele ser uma referência internacional na citricultura.

"Se pensarmos que três em cada dez copos de suco de laranja produzidos no mundo saem dos pomares dele, no Brasil e na Flórida [EUA], já dá para ter uma noção da importância do José Cutrale. É um produtor mundial", afirmou o secretário à Folha. "Ele merece muitas homenagens."

Luto oficial

A morte do empresário fez a Prefeitura de Araraquara decretar luto oficial de um dia. De acordo com o prefeito Edinho Silva (PT), "a perda dele é irreparável para a cidade, porque a Cutrale é a maior exportadora de suco do mundo e a maior empregadora da cidade", afirmou o petista.

O velório está previsto para hoje às 9h30 no cemitério do Araçá, em São Paulo. A missa e o sepultamento acontecem a partir das 10h30. Nenhum familiar quis falar ontem com a reportagem.

Neste ano, a Cutrale --ao lado da Citrosuco-- participou da compra da divisão de sucos da americana Cargill, no valor de US$ 500 milhões. A companhia de Araraquara também faz parte do grupo de 23 empresas que irão bancar a restauração do Palácio da Alvorada, avaliada em R$ 16 milhões.

. fonte: - seção Dinheiro do site Folha On Line, de São Paulo, em 30 de dezembro de 2004

+ info sobre o que já foi publicado sobre a Cutrale na Folha de São Paulo

 

 

Laranja: produção brasileira em 2005/06 deve cair 14%, diz USDA
Ana Conceição

A produção brasileira de laranja na safra 2005/06 deve alcançar 402 milhões de caixas, queda de 65 milhões de caixas, ou 14%, em comparação com a atual safra de 467 milhões de caixas. A estimativa é do Serviço Agrícola Internacional (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A queda ficará concentrada na produção comercial do estado de São Paulo e do sul de Minas Gerais, que deverá ser de 320 milhões de caixas, queda de 60 milhões, ou de 15,8%, ante a produção de 2004/05. O Instituto de Economia Agrícola (IEA), pertencente à Secretaria de Agricultura de São Paulo, estimou a safra 2004/05 em 360 milhões de caixas, 20 milhões mais que o USDA.

Segundo o FAS/USDA, a queda da safra será provocada pelo ciclo bianual dos pomares, pela queda dos preços da laranja e dos investimentos nos tratos culturais.

O FAS/USDA estima a produção brasileira de suco de laranja concentrado e congelado em 1,135 milhão de toneladas, 65 Brix (medida de concentração de açúcar), ante 1,33 milhão em 2004/05. As exportações deverão ser de 1,225 milhão de t, praticamente o mesmo volume da atual safra. Elas serão mantidas no mesmo nível por conta dos estoques de passagem da safra 2004/05, previstos em 159 mil t. Os estoques de 2005/06 devem ficar em 51 mil t. As informações são da Dow Jones.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 27 de dezembro de 2004

 

Produtores da Flórida buscam barreiras para suco brasileiro
Carolyn Koo

NOVA YORK (Reuters) - Um grupo de produtores de suco de laranja da Flórida pediu ao governo dos Estados Unidos que imponha barreiras antidumping ao Brasil, por vender suco de laranja a preços injustos, informou uma organização do setor na segunda-feira.

Importadores venderam no último ano grandes quantidades de suco de laranja concentrado congelado do Brasil "a preços abaixo tanto dos europeus como de seus custos de produção", afirmou em um comunicado a Florida Citrus Mutual, a maior organização de produtores de cítricos do Estado.

A entidade disse que o suco concentrado congelado foi vendido a preços 37 por cento menores do que seu custo de produção e que outros sucos foram vendidos a um valor 78 por cento abaixo do custo de produção.

A Comissão de Comércio Internacional dos EUA e o Departamento de Comércio conduzirão uma investigação, que deve durar nove meses, segundo o grupo.

"Essas práticas injustas causaram danos materiais aos produtores de cítricos da Flórida e aos processadores durante os últimos três anos", afirmou o presidente-executivo da Florida Citrus Mutual, Andy LaVigne.
O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja.

. fonte: site da Agência Reuters, em 28 de dezembro de 2004

 

Citros: Flórida registra mais focos de cancro cítrico em quintais
Ana Conceição

Inspetores sanitários da Flórida encontraram 31 árvores contaminadas pela bactéria do cancro cítrico em quintais de Hillsborough County, informa o jornal Tampa Tribune.
É o oitavo condado do estado a registrar a doença depois da série de furacões que atingiu a região entre agosto e setembro. A bactéria é facilmente disseminada pela chuva e pelo vento.

A doença não tem cura e provoca a queda prematura de folhas e frutos. Todas as árvores cítricas localizadas em um raio de 1.900 pés (579 metros) serão erradicadas e queimadas tenham a doença ou não. As informações são da Dow Jones.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 14 de dezembro de 2004

 

Citros: Citrovita, da Votorantim, define compra da Sucorrico
Gustavo Porto

O presidente da Sucorrico S.A., Lair Antonio de Souza, confirmou hoje a venda da unidade produtora de suco de laranja, com sede em Araras (SP), para a Citrovita, do Grupo Votorantim. De acordo com Souza, o negócio será ratificado "nos próximos 30 ou 40 dias", quando três dos 199 acionistas exercerem o direito de preferência por suas ações.

"O negócio está fechado desde ontem, mas o estatuto da Sucorrico dá aos acionistas o direito de exercerem o direito de venda se houver uma proposta maior", explicou Souza. O presidente da Sucorrico não revelou o valor da negociação, mas repetiu o que tinha dito há uma semana, quando confirmara as negociações: "É muito mais do que os US$ 45 milhões investidos desde 1996, quando a fábrica foi construída".

No mercado, fala-se que o Grupo Votorantim, que não se pronunciou ainda, vai desembolsar cerca de US$ 60 milhões na compra.

Com o acordo assinado, a unidade processadora da Sucorrico, em Araras (SP), os 237 funcionários, além dos contratos de fornecimento de suco e compra de fruta serão assumidos pela Citrovita. Será a terceira unidade da empresa, que já possui outras no Estado de São Paulo, uma em Catanduva e a outra na vizinha Matão, com capacidade instalada para processar 45 milhões de caixas de laranja por ano - o equivalente a 200 mil toneladas de suco - além de três terminais marítimos e cinco fazendas produtoras.

A planta industrial adquirida pela Citrovita processa anualmente 12 milhões de caixas de laranja, mas tem capacidade máxima para atingir 15 milhões de caixas. Fatura US$ 70 milhões por ano e todas as cerca de 50 mil toneladas de suco de laranja produzidas são vendidas para a Cutrale, contrato que ainda tem três anos de duração e que será, segundo o presidente da Sucorrico, honrado pela empresa do Grupo Votorantim.

A negociação de venda da Sucorrico S.A. para a Citrovita só não foi finalizada por interferência da Cutrale, maior empresa do mundo produtora de suco de laranja, relatou ou presidente da Sucorrico, Lair Antonio de Souza. Segundo ele, depois da autorização de 94% dos acionistas para que o negócio fosse fechado com a Citrovita, o que ocorreu no último dia 30 de novembro, "a Cutrale procurou um dos três associados que ainda não haviam sido contatados por nós e fez uma oferta maior, exorbitante, só para interferir no negócio", disse, sem revelar o nome do associado.

No entanto, de acordo, com o presidente da Sucorrico, a proposta, feita por escrito, será coberta pelos outros associados da empresa antes da venda para a Citrovita. "Nós vamos arcar com o prejuízo, porque queremos fazer o negócio certo, que é vender 100% para a Citrovita", afirmou Souza. Indagado se não seria melhor vender a empresa para a Cutrale, com a qual a Sucorrico já tem contrato de fornecimento do suco de laranja produzido em Araras, Souza desconversou. "O importante é que o negócio foi feito da maneira mais honesta possível. Eu tenho 75 anos e não seria agora que iria fazer alguma coisa errada", completou.

. fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 10 de dezembro de 2004

 

Frio na Califórnia

Uma onda de frio que vem atingindo a maior parte do estado americano da Califórnia nos últimos dias prejudicou grande parte das lavouras de frutas da próxima safra, incluindo laranja, morango e abacate.

O forte resfriamento, resultado da entrada de uma massa de ar polar vinda do Canadá, causou geada em diversas localidades.

Para evitar novos prejuízos, os agricultores estão utilizando ventiladores e irrigação nas lavouras, para reduzir o resfriamento noturno, o que evitaria a formação de uma geada mais intensa.

. fonte: Gazeta Mercantil, em 03 de dezembro de 2004

 

 

 

 



Ação do greening nas lavouras de citros assusta pesquisadores
Gustavo Porto

Os pesquisadores Fanie van Vuuren e Henie le Roux, dois dos maiores especialistas mundiais sobre o greening, afirmaram hoje que a ação e a severidade da doença nos pomares brasileiros "são assustadoras". Ambos estudam a doença no Citrus Research International, centro de pesquisas na África do Sul mantido por citricultores, e estão no Brasil há cerca de uma semana visitando pomares e as ações tomadas contra o greening.

Na África do Sul, o greening foi relatado pela primeira vez em 1928, com perdas que atingiram até 100% de pomares. "Nos anos 70, cerca de 38% do parque citrícola do país tinha a doença, com 4 milhões de plantas contaminadas. Hoje, o greening atinge cerca de 350 mil plantas, ou 1% do parque", relatou le Roux, que participou hoje do Simpósio Internacional de Greening, em Araraquara (SP), cidade que concentra os principais focos da doença no Brasil.

Considerada a pior doença mundial da citricultura, o greening faz com que as plantas fiquem amareladas, com deformidade e queda dos frutos, reduzindo praticamente a zero a produtividade. Os pesquisadores da África do Sul lembraram ainda que o greening demorou cerca de 50 anos para adquirir, naquele país, severidade semelhante à existente nos pomares do parque citrícola brasileiro atualmente. "Só que esse nível severidade demorou menos de um ano desde a descoberta, em março de 2004, para ocorrer aqui no Brasil", explicou van Vuuren.

De acordo com eles, o principal fator que explica a diferença na severidade entre as duas regiões está na variante da bactéria causadora da doença. Na África do Sul, a Candidatus Liberibacter africanus é pouco resistente a altas temperaturas. Além disso, a geografia daquele país prejudicou o avanço da doença e do seu vetor, a Trioza erytreae.

Já no Brasil, além de a ação da variante americanus da Candidatus Liberibacter ser muito mais severa, ela aparentemente demonstra tolerância ao calor e o parque citrícola comercial no País é praticamente contíguo.

Enquanto no Brasil existem cerca de 200 milhões de plantas citrícolas comerciais, o parque sul-africano tem apenas 35 milhões. Os pesquisadores, entretanto, elogiaram a rapidez de resposta dos colegas e produtores do País na ação contra a doença. "Estamos aqui há pouco mais de uma semana e nos impressionou o conhecimento que todos têm sobre a doença nas propriedades e o avanço nas pesquisas", explicou le Roux.

Enquanto não há uma cura para o greening, os especialistas do Citrus Research International sugeriram a erradicação das árvores doentes, a criação de uma legislação que torne essa medida obrigatória e o controle químico do vetor no Brasil, a Diaphorina citri, práticas que já são feitas ou sugeridas pelos pesquisadores brasileiros.

fonte: site do Estadão SP, em 02 de dezembro de 2004


 

Citros: Citrovita deve dobrar produção em unidade adquirida
Gustavo Porto

Com a compra da Sucorrico e com a produção contratada até 2007, a empresa Citrovita deve dobrar a produção de suco de laranja da unidade de Araras, considerada uma das mais modernas do País. A compra é considerada estratégica pela empresa do Grupo Votorantim, pois a empresa resolverá, com o aporte no processamento, um problema logístico, já que boa parte de sua laranja está ao sul do parque citrícola paulista, próximo à unidade adquirida. "Realmente a intenção da Citrovita é ampliar de 30 para 60 o número das unidades extratoras de suco na fábrica", admitiu o presidente da Sucorrico, Lair Antonio de Souza.

Com a aquisição e com o aumento da produção, a Citrovita passará a ser a terceira maior processadora e exportadora de suco do País com cerca de 15% do mercado, ultrapassando a Coinbra, do grupo francês Louis Dreyfus com cerca de 12%, e ficando atrás das brasileiras Cutrale e Citrosuco que possuem em torno de 35% cada.

Se a Sucorrico fala abertamente do acordo de venda, a Citrovita adotou o silêncio. A assessoria de imprensa da empresa informou que ainda não há negócio finalizado com a Sucorrico e, portanto, não há nada para ser comentado. Já a Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus) também preferiu não comentar o assunto.

O presidente da entidade, Ademerval Garcia, disse não ter conhecimento do negócio. No entanto, em uma entrevista coletiva hoje, na qual fez um balanço sobre o ano para o setor, Garcia considerou que a concentração na produção do suco de laranja é um reflexo da concentração nas vendas do produto nos principais mercados, como o europeu. "Só para exemplificar essa concentração, hoje existem só quatro redes de supermercados na Europa", explicou Garcia.

A aquisição da Sucorrico S.A. pela Citrovita acontece em um cenário de ampliação da participação brasileira no mercado oriental, especialmente na Ásia, e nos países do Leste Europeu. Segundo Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), até outubro deste ano 116 mil toneladas de suco de laranja foram para a Ásia e os principais mercados emergentes na Europa são os da Polônia, Rússia e Hungria.

Para o presidente da Abecitrus, Ademerval Garcia, fica difícil definir o volume de suco comercializado com o Leste Europeu, já que muitos deles compram o suco brasileiro que entra em outros países europeus, como Holanda e Bélgica. "Há muita troca interna dentro do bloco que é impossível ser medida", disse.

O executivo reafirmou ainda estar confiante na nova redução da tarifa chinesa sobre o suco de laranja brasileiro, que era de 75% em 2001, caiu para 7,5% desde então e foi elevada, unilateralmente, para 30% em junho deste ano. "Os ruídos do mercado são de que a China revisará em breve essa decisão o que evitará uma ida nossa à Organização Mundial do Comércio", avaliou Garcia. Por fim, o presidente da Abecitrus citou ainda que a os custos da produção de laranja devem subir de 25% a 50% nos próximos anos somente com gastos de defesa sanitária e controle de pragas e doenças.

A aquisição da Sucorrico S.A. pela Citrovita acontece em um cenário de ampliação da participação brasileira no mercado oriental, especialmente na Ásia, e nos países do Leste Europeu. Segundo a Abecitrus, até outubro deste ano 116 mil toneladas de suco de laranja foram para a Ásia e os principais mercados emergentes na Europa são os da Polônia, Rússia e Hungria.

Para o presidente da Abecitrus, Ademerval Garcia, fica difícil definir o volume de suco comercializado com o Leste Europeu, já que muitos deles compram o suco brasileiro que entra em outros países europeus, como Holanda e Bélgica. "Há muita troca interna dentro do bloco que é impossível ser medida", disse.

O executivo reafirmou ainda estar confiante na nova redução da tarifa chinesa sobre o suco de laranja brasileiro, que era de 75% em 2001, caiu para 7,5% desde então e foi elevada, unilateralmente, para 30% em junho deste ano. "Os ruídos do mercado são de que a China revisará em breve essa decisão o que evitará uma ida nossa à Organização Mundial do Comércio", avaliou Garcia. Por fim, o presidente da Abecitrus citou ainda que a os custos da produção de laranja devem subir de 25% a 50% nos próximos anos somente com gastos de defesa sanitária e controle de pragas e doenças.

fonte: site do Estadão SP, em 01 de dezembro de 2004

 


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