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Norberto
Farina, do grupo Fischer (dono da Citrosuco), e José Luis Cutrale,
de seu concorrente, correram o risco de ter a operação
julgadas pelas autoridades da área de concorrência e do
Direito econômico. Até agora colecionam vitórias.
Conseguiram que a compra fosse aprovada na Secretaria Especial de Acompanhamento
Econômico e tiveram arquivada uma investigação contra
o setor por formação de cartel. . fonte: - revista Época, em 20 de junho de 2005
A
citricultura da Flórida, Estado situado na região sudeste
dos Estados Unidos que responde por cerca de 35% da produção
de suco de laranja no mundo, vive um período tumultuado, de forte
quebra ocasionada por intempéries e, principalmente, de falta
de perspectivas. .fonte: COCAMAR , em 14 de junho de 2005
O feromônio é uma substância química que o inseto libera para atrair o sexo oposto da mesma espécie antes de se reproduzir. Foram cinco anos de pesquisas para produzi-lo de forma sintética, um desafio aceito em 2000 pela então mestranda de entomologia da Esalq/USP e agora doutoranda, Ana Lia Parra Pedrazzoli, a "mãe" da descoberta. "No começo da pesquisa foi preciso avaliar o comportamento sexual do inseto e até mesmo descobrir se era o macho ou a fêmea que liberava o feromônio", contou Ana Lia. Antes de constatar que era a fêmea a responsável por liberar a substância, a pesquisadora teve de descobrir que os insetos tinham um ritual sistemático para a relação sexual. "Os insetos copulavam num período entre uma antes e uma hora depois do nascer do sol e demoravam entre 35 e 90 minutos", explicou. Para obter os dados foi preciso um árduo trabalho de observação que incluiu uma sessão continua durante 24 horas, com avaliações a cada 20 minutos. "Para não interferir no comportamento dos insetos foi preciso utilizar uma luz vermelha, cor que não é detectada pelo minador", explicou. Em seguida, a pesquisadora precisou cometer um dos maiores "inseticídios" da história da pesquisa científica. Durante um ano, ela recolheu uma a uma a glândula produtora do feromônio de 5 mil fêmeas virgens do minador dos citros, sacrificando os insetos. Para fazer com que substância natural fosse produzida de forma sintética as glândulas foram misturadas em solvente que absorveu odor, justamente o que importava para a pesquisa. Amostras do solvente foram pesquisadas pela própria Ana Lia, na Universidade da Califórnia (EUA), onde está o seu orientado Walter Soares Leal. "Outras amostras foram avaliadas no USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e na Fuji Flavor, no Japão. Por meio de processos químicos, foi obtida a substância sintética com o feromônio", explicou a pesquisadora. Com armadilhas contendo a substância já testadas em campo, os primeiros resultados foram animadores. "Cada armadilha capturou até 65 machos do minador, enquanto que uma fêmea, colocada em uma gaiola, conseguiu atrair 2 ou 3 apenas", concluiu Ana Lia. Ela agora ampliará os testes com as armadilhas - "calibrando-as" em relação ao tamanho, altura do solo e até a cor para facilitar a identificação do inseto - antes de elas serem disponibilizadas para serem produzidas comercialmente. Quando isso ocorrer, será a segunda armadilha do tipo fabricada no Brasil. A de captura do bicho furão, que ataca as frutas tornando-as impróprias para o consumo, já é comercializada há algum tempo no País com os mesmos princípios. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 07 de junho de 2005
O
livro Estratégias para a laranja no Brasil, produzido pelo Pensa
- Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial
(PENSA), da Fundação Instituto de Adminsitração
(FIA), conveniada com a Universidade de São Paulo (USP), será
lançado na Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP).
A apresentação do trabalho será nesta quinta-feira
(9/6), às 18h. A obra é resultado de duas pesquisas realizadas
pela equipe do Pensa. O livro foi organizado pelo professor Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto (FEARP/USP) e coordenador do PENSA, e pelo pesquisador Frederico Lopes, do PENSA; com o apoio de nomes importantes do setor, como os pesquisadores Antônio Ambrósio Amaro e o professor Evaristo Marzaubal Neves. As pesquisas que resultaram na publicação do livro trazem as informações mais atuais sobre o setor citrícola e demonstram a importância econômica e social da citricultura no país e no mundo. O estudo sobre o mapeamento quantificou todos os agentes envolvidos, como as indústrias de insumos e máquinas agrícolas, produtores de citros, embalagens, viveiristas, indústria de suco, fornecedores de fruta fresca, transporte e logística, entre outros. No projeto sobre o mercado interno, os pesquisadores reuniram dados importantes que ajudam o setor a conhecer o potencial do mercado interno. Segundo o estudo, a demanda por sucos prontos para beber aumentou nos últimos anos numa média de 40% ao ano. .fonte: Fran Press Ass. de Imprensa, em 07 de junho de 2005
Todas as árvores que estiverem dentro de um raio de 1.900 pés (579 metros) do foco serão arrancadas e queimadas, a única forma de controle da doença. O cancro foi identificado em uma propriedade de 255 acres que produz laranja das variedades valência e hamlin, pertencente à Alico Incorporation. O pomar fica perto do viveiro onde outro foco foi encontrado na semana passada. Tinha sido o primeiro em 90 anos no condado. Denise Fieber, porta-voz do Departamento de Agricultura da Flórida, disse que contaminação encontrada na propriedade é mais antiga e severa que a do viveiro. Esta seria uma evidência de que os furacões que atingiram o estado no ano passado espalharam a doença do primeiro para o segundo. O mesmo pomar foi inspecionado no ano passado e nada tinha sido encontrado. Pomares de residências da região também estão sendo verificados, mas até agora nenhum apresentou a doença. Os especialistas acreditam que os furacões levaram o cancro do sul para novas áreas do norte do estado. As informações são da Dow Jones. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 24 de maio de 2005
Jane Miklasevicius e Gustavo Porto O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reafirmou hoje a necessidade de decretar "guerra mortal ao greening", ao lançar oficialmente durante a Agrishow a campanha de esclarecimento sobre a doença que ataca os laranjais. "Essa doença precisa ser eliminada", ressaltou o ministro, que há alguns dias visitou pomares infectados e se disse assustado com a devastação provocada pela doença. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Cítricos (Abecitrus), o greening está restrito, por enquanto, a pequenas propriedades, mas precisa ser urgentemente erradicado porque sua disseminação é muito rápida. "Hoje a doença atinge 53 municípios. Há quatro meses, quando fizemos a primeira verificação, o greening estava presente em não mais que 40 municípios", afirmou o presidente da Abecitrus e também presidente do conselho do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Ademerval Garcia. O Estado de São Paulo responde por 80% da citricultura nacional e por cerca de 97% dos embarques de suco de laranja do País. Neste ano, a projeção do setor, segundo Garcia, é exportar US$ 1,3 bilhão em suco e subprodutos da laranja. O greening é causado por uma bactéria e transmitido por um inseto. Os sintomas são o amarelecimento das folhas e a deformação dos frutos. Não há tratamento para a doença. A planta contaminada deve ser eliminada. Um convênio assinado hoje entre o Fundecitrus e a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo autoriza técnicos do fundo de pesquisa a entrar nas propriedades para detectar se há plantas doentes. Essa inspeção está respaldada na Instrução Normativa Número 10, de 18 de março último. Garcia explica que, como as inspeções serão feitas a cada quatro meses, é importante que o produtor esteja atento e, para isso foi adotada a campanha de esclarecimento, já na mídia. Foram produzidos 50 mil folhetos, 12 mil manuais com medidas de controle, sintomas e informações sobre o combate à doença. No rádio e na televisão já estão no ar anúncios sobre o perigo do greening e como erradicar a doença. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 20 de maio de 2005
Citros: Flórida confirma foco de cancro em Polk County
Ana Conceição Suspeitas sobre o foco tinham sido levantadas no início da semana durante a inspeção visual de um viveiro de laranjas hamlin na localidade de Frostproof. Amostras foram retiradas para a realização de testes, cujos resultados ainda não saíram. Apesar disso, Liz Compton, porta-voz do Departamento, disse estar "completamente confiante" de que as lesões encontradas nas mudas foram provocadas pelo cancro cítrico. "Estamos realizando os testes apenas por razões científicas", disse. De qualquer forma, todas as mudas do viveiro, de 14 acres, foram destruídas de acordo com a legislação. Mudas cítricas deste viveiro foram levadas para os condados de Highlands e Hardee. Se elas estiverem contaminadas poderão levar a doença a essas localidades. Os furacões que atingiram a Flórida no ano passado espalharam o cancro cítrico para novas áreas e as autoridades sanitárias do estado têm tentado impedir uma disseminação mais extensa. As informações são da Dow Jones. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 19 de maio de 2005
Produtores dos Estados Unidos culparam as normas de etiquetagem e rastreamento da União Européia (UE) sobre alimentos transgênicos, pelo "profundo declínio" nas exportações de soja para o bloco europeu, argumentando que o sistema é uma violação às regras mundiais de comércio. A lei é responsável por reduzir em "cerca de um milhão de toneladas" as exportações anuais de soja dos EUA para a UE, segundo Kimball Nill, diretor técnico da American Soybean Association (ASA). A UE é o maior mercado da soja americana. Antes da legislação entrar em vigor, os Estados Unidos exportavam entre 6 a 7 milhões de toneladas de soja para a UE. No ano passado as exportações americanas recuaram para 3 milhões de toneladas. Desde abril, a Europa começou a requisitar que os EUA coloquem etiquetas nos organismos geneticamente modificados (OGMs).
Desde 2001, a Comunidade Européia publicou a Diretiva 440/01, instrumento legal que considera a Bahia livre da pinta-preta e apta a exportar as frutas para aquele continente. Responsabilidade
Ele disse que houve uma suspeita no município de Luís Eduardo Magalhães, mas logo foi descartada pelos laudos da Embrapa e da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Sorocaba, centros de excelência da fruticultura nacional. Na região de Vitória da Conquista, onde recentemente surgiram suspeitas da praga, nada foi comprovado, como afirmou o coordenador regional da Adab, Idimar Barreto. Ainda segundo informações da Coordenadoria Regional de Vitória da Conquista, nas barreiras fitossanitárias da divisa Bahia/Minas Gerais e no posto da Polícia Rodoviária Federal no município, foram inspecionadas entre janeiro de 2004 e abril deste ano 9 mil toneladas de produtos de origem vegetal, referentes a 837 veículos fiscalizados. Destaque
Os citros estão entre os principais itens da pauta de exportação de frutas brasileiras para a Europa, que já está sinalizando o interesse na importação do produto. O Brasil é o maior produtor mundial, com cerca de 17,3 milhões de toneladas de laranja/ano produzidas em praticamente todas as regiões. A área plantada é estimada em 1 milhão de hectares, com destaque para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, que possuem 97,8% da produção de laranja do Brasil. Desse total, a Bahia ocupa o segundo lugar do ranking nacional, com 40 mil hectares de área plantada e 3,2% da produção nacional, representando cerca de R$ 75 milhões/ano. fonte: Secretaria de Agricultura da Bahia, em 18 de maio de 2005
O encontro contou ainda com representantes da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), o que aponta para uma aproximação entre produtores e a pequena indústria. A estratégia das pequenas processadoras visa garantir que elas fiquem livres de uma futura taxação contra as grandes por parte dos Estados Unidos, caso o processo antidumping comprove a prática proibida na exportação de suco de laranja. "Com isso, as pequenas, que hoje se sujeitam ao mercado e vendem suco com prejuízo, poderiam vender o produto para os Estados Unidos com um prêmio de até US$ 120 por tonelada", informou Flávio Viegas, presidente da Associtrus. Caso os EUA constatem a prática de dumping, o que já é considerado praticamente certo pelo mercado, as empresas pequenas teriam até seis meses para poderem se explicar no processo e tentar reverter a decisão. Viegas informou ainda que a Associtrus entregou ao ministro Rodrigues na reunião um relatório sugerindo que ele interfira junto aos outros ministérios para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não julgue o processo de compra dos ativos da Cargill no setor de suco de laranja por parte da Citrosuco e da Cutrale, no ano passado. "Os produtores querem impedir que o acordo seja aprovado antes que haja uma investigação minuciosa no processo que teve várias distorções não avaliadas pelos órgãos federais", completou Viegas referindo-se à aprovação da venda feita por todas as entidades às quais o Cade se submete. Rodrigues considerou a reunião boa, mas não se pronunciou sobre o encontro. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 17 de maio de 2005
A mineira Pif Paf Alimentos fechou a compra de 51% da Tropical Indústria de Alimentos S.A., fabricante da marca de sucos Tial. O valor do negócio não foi revelado. Com a operação, a Pif Paf espera dobrar o faturamento da Tial, que foi de R$ 32 milhões em 2004 e deve saltar para R$ 60 milhões neste ano. "Pretendíamos entrar na área de sucos nos próximos anos, mas a oportunidade da Tropical era boa demais para deixarmos passar", diz Luiz Carlos Mendes Costa, presidente da Pif Paf, frigorífico líder de Minas Gerais e um dos dez maiores grupos abatedouros do Brasil. Neste ano, a Pif Paf pretende faturar R$ 600 milhões. Costa diz que hoje seu principal objetivo com a Tropical é ganhar participação de mercado, liderado pelos Sucos Del Valle e a Suco Mais. Quando questionado se pretende promover uma guerra de preços com as concorrentes, ele diz que a expressão "é muito forte, porém seremos extremamente agressivos em preços". Apesar disso, o executivo ressalta que "o foco não é ganhar liderança, mas rentabilidade". A
fábrica da Tropical, localizada ao lado do frigorífico
da Pif Paf em Visconde do Rio Branco, tem capacidade para produzir 8,5
milhões de litros por mês, mas vinha operando com grande
capacidade ociosa, fabricando cerca de 3 milhões de litros. "O maior entrave era a distribuição, toda feita por meio de empresas terceirizadas. Vamos priorizar vendas diretas, eliminar os atravessadores e, com isso, aumentar a rentabilidade do negócio", afirma. Cerca de 90% das vendas da Pif Paf são feitas diretamente a estabelecimentos de pequeno e médio porte, como pequenas redes de supermercado. "Vamos implantar o mesmo sistema na Tial. Também pretendemos aproveitar nossa rede de importadores de frangos para oferecer a marca Tial". Costa diz já estar negociando com potenciais compradores na Rússia, Japão, China e Hong Kong. A empresa também estuda lançar novos sabores "exóticos" para o Tial, como açaí, graviola e cupuaçu, de olho na exportação. Costa planeja não só ampliar as vendas do suco Tial, mas também investir em dois novos segmentos. O primeiro é o de bebidas infantis. "Já contratamos uma empresa em Belo Horizonte para fazer o design das embalagens e nos ajudar a definir qual será a marca", diz. O outro segmento é o de refrescos, para competir com marcas como a Tampico. "Temos uma linha industrial para produzir refrescos e estamos prontos para reativá-la assim que for definida qual será a marca do produto". "Assim que a marca for definida será possível colocar o produto na rua em menos de um mês". O executivo afirma que pretende vender o suco Tial para todas as classes. Hoje, a venda é fortemente concentrada na classe B e ainda é pequena na classe C. A classe A não tem o hábito de ter uma caixa de suco guardada na geladeira. "Vamos derrubar os preços a ponto de entrar também na classe D". Outra decisão da Pif Paf é focar cada vez mais na marca Tial, reduzindo, aos poucos, a produção para terceiros.
Nogueira criticou a informação dada pelo Fundecitrus ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, no último sábado, de que a erradicação estaria inviabilizada pela falta de assinatura do convênio. "Ainda durante essa semana nossos técnicos se reuniram com os dos Fundecitrus para definirem as adequações jurídicas do acordo e até a próxima semana ele será assinado", garantiu Nogueira. A assinatura do convênio entre a Secretaria e o Fundecitrus é necessária porque a entidade tem a estrutura pessoal para fazer vistorias e erradicar plantas contaminadas, ao contrário do poder público. O secretário ainda criticou a postura do Ministério da Agricultura por só publicar uma instrução normativa autorizando a erradicação das plantas com greening no final de março, um ano após a doença ser descoberta no País. "Se o Ministério da Agricultura tivesse sido rápido e determinasse a erradicação imediata das plantas, ainda no ano passado, o convênio já estaria em vigor", concluiu Nogueira. Considerada a pior doença da citricultura mundial, o greening, ou huanglongbing (HLB), contamina pomares em 51 municípios paulistas. É causado pela bactéria Candidatus liberibacter e transmitido pelo pequeno inseto Diaphorina citri. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 11 de maio de 2005
No dia 22 de março, o "Diário Oficial da União" publicou a instrução normativa número 10, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, que obrigava a erradicação de plantas com a praga huanglongbing, mais conhecida como greening, no País. No Estado de São Paulo, que possui o maior parque citrícola do mundo e tem 51 municípios com a doença, a ação de erradicação seria feita pela equipe do Fundecitrus com autorização da Secretaria da Agricultura por meio do convênio. A falta da autorização por parte da secretaria foi informada ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, durante visita ao Fundecitrus, no último sábado, em Araraquara (SP). Rodrigues se comprometeu a falar ainda hoje com o governador paulista Geraldo Alckmin e solicitar a assinatura do acordo. A Secretaria da Agricultura informou que o caso ainda está sendo avaliado pelos técnicos da Pasta e que ainda não pode se manifestar sobre o assunto. Durante a reunião com cientistas e pesquisadores do Fundecitrus, o ministro foi informado ainda do avanço do greening nos pomares citrícolas paulistas. Rodrigues disse que estava muito "mais assustado com a ação do greening", após visitar uma propriedade contaminada na cidade do interior paulista e declarou "guerra" à doença, descoberta há um ano no Brasil. "É uma guerra. Temos de matar a cobra no ninho antes que ela nos pique. É difícil, mas temos de erradicar as plantas doentes", concluiu Rodrigues. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 09 de maio de 2005
O ex-ministro contestou a versão de que o Brasil exporta muito para a Europa e, portanto, as empresas brasileiras não seriam tão afetadas pela queda do dólar: disse que os produtos exportados são, na maioria, commodities, que têm preço fixado em dólar. "Ainda que eu venda soja para a Europa, o preço é fixado em Chicago, em dólar", lembrou. Na avaliação de Pratini, o problema é a grande volatilidade da taxa de câmbio, com risco de uma alta rápida do dólar quando aumentar a procura por essa moeda. Ele disse que é preciso buscar rapidamente estabilidade para o câmbio. "O dólar está num processo de perda de valor no mundo inteiro, mas, em geral, isso já ocorreu. Em relação ao euro, já houve uma certa estabilização, mas aqui (o processo) continua. É muito difícil alterar isso", afirmou o ex-ministro. Na opinião dele, a melhor solução seria a elevação dos preços dos produtos exportados, "mas temos limites, porque os nossos concorrentes não estão aumentando os preços." Solucionar o problema do câmbio é, segundo Pratini, um desafio muito grande, mas é preciso enfrentá-lo. Ele observou que há um conjunto de medidas que podem ser adotadas e que, "certamente, a mais eficaz seria mexer na taxa de juros". Afirmou ainda que muita gente enriquece fazendo "arbitragem" da taxa de juros. "Quer ficar rico? Arranje quem lhe empreste, lá fora, US$ 1 milhão a 3% de juros e aplique aqui a 19,50%", disse. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 05 de maio de 2005
O órgão fará um novo parecer, a ser enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que fará o julgamento final se existe ou não um ato de concentração ilegal na compra. As recomendações finais nos dois processos, feitas pelos técnicos da SEAE e acatadas pelo secretário de Acompanhamento Econômico, Hélcio Tokeshi, são praticamente cópias literais, apenas com inversões de termos nos textos. "Diante do exposto, apesar do setor atingido pelo presente Ato de Concentração já ser bastante concentrado, a operação ora em análise não demonstrou indícios de agravar esta situação, ou seja, não foi verificado nexo de causalidade entre o aumento de probabilidade de exercício de poder de mercado e/ou do exercício de poder de monopsônio em decorrência do negócio. Deste modo, recomenda-se a aprovação, da operação, sem restrições", informa a SEAE no parecer da Citrosuco/Fischer. Os relatórios enviados à SDE, apesar de extensos, possuem poucas informações públicas e a palavra mais mencionada nos textos é "confidencial". No entanto, é informada que a compra da Cargill fez com que a Cutrale aumentasse sua participação no mercado processador brasileiro de 30,9% para 36,2% e a Citrosuco ampliasse de 24,2% para 30%. Pelo acordo de venda anunciado no ano passado, a Citrosuco assumiu a unidade processadora de suco de Bebedouro (SP), as fazendas produtoras de laranja São Vicente, em Comendador Gomes (MG), e Rio Cortado, em Cajobi (SP), além de um armazém frigorífico em Limeira (SP). A Cutrale ficou com a unidade de Uchoa (SP) de processamento de suco de laranja, com as fazendas Vale Verde, em Planura (MG), e Portal, em Frutal (MG), além de um viveiro de mudas. A Cutrale passou a utilizar o terminal portuário de Santos, concedido à Cargill para exportação de suco de laranja. Todos os bens das unidades ficaram com os novos proprietários, assim como os contratos já feitos com produtores de laranja para o fornecimento da fruta. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 04 de maio de 2005
As constatações foram comprovadas em laboratório por testes de PCR (Reação de Polimerase em Cadeia, em português), método que consegue detectar e identificar o DNA das bactérias causadoras do greening, por ser muito sensível. O greening é causado por uma bactéria, a Candidatus Liberibacter, e sua ação faz com que as plantas fiquem amareladas, os frutos deformados e de pequeno tamanho e a produtividade caia. Parte dos novos casos de greening foi descoberta com a ajuda dos próprios citricultores que enviam amostras de folhas suspeitas ao Fundecitrus. De setembro de 2004 a março de 2005 foram avaliadas, segundo levantamento da entidade, 474 amostras de plantas. O Fundecitrus sugere ao citricultor que faça uma pré-identificação nas folhas a serem enviadas para análise, para que não haja confusão com outras doenças, ou com falta de nutrientes, como zinco, manganês e cobre. Na dúvida, os produtores podem consultar o Fundecitrus pelo telefone 0800-112155, pelo site www.fundecitrus.com.br, ou pelo manual sobre o greening distribuído e disponível nas casas de agricultura das cidades. Desde o mês passado, o governo federal obriga que as plantas com greening sejam erradicadas e que sejam sempre utilizadas novas mudas com certificado de sanidade nos pomares. . fonte: - seção de agronegócios do site Estadão, de São Paulo, em 03 de maio de 2005
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