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Não pode?
Estados Unidos mostra interesse em limões sem sementes daTurquia
Limões sem sementes desenvolvidos no Jardim Alata, Instituto de Pesquisa da Cultura na província mediterrânea de Mersin pode ter despertado pouco interesse de empresários turcos. Porém uma empresa norte americana informou haver muito interesse nas variedades e que os ensaios já começaram nos EUA.
Para isso foram enviados 20 focos de árvore e analisados em termos de quarentena agrícolas.
Güçer Kafa, engenheiro agrônomo do instituto, disse que ele desenvolveu três tipos de limões sem sementes como parte do projeto de alteração dos citros, que começou em colaboração com a Direcção-Geral de Pesquisa Agropecuária, Ministério da Agricultura.
Como resultado do processo de alteração, que durou quase seis anos, esses limões sem sementes será um benefício significativo para a Turquia na concorrência global, disse Kafa. Ele acrescentou que o processo de registro foi concluído e agora está pronto para apresentar aos produtores dispostos a produzir as árvores e vender os direitos de comercialização.
Kafa também afirmou que os limões sem sementes foram desenvolvidas em outros países antes, mas todas as tentativas falharam no final. "Nossa maior vantagem é que o litoral se estende ao longo Silifke Erdemli Mersin e distritos têm uma ecologia esplêndida para o cultivo de cítricos", disse ele, acrescentando que os consumidores preferem os limões sem sementes no mundo.
. fonte: FreshPlaza, em 26 de agosto de 2010
Citros: operação em SP flagra catadores em condições precárias
Operação conjunta do grupo móvel de fiscalização rural, do Ministério do Trabalho, com o apoio de procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT), flagrou catadores de laranja em condições precárias de trabalho, entre outras irregularidades, em fazendas citrícolas dos municípios paulistas de Aguaí, Araras, Conchal e Mogi Guaçu. Entre as nove fazendas fiscalizadas, todas apresentaram irregularidades e duas pertencem à Agropecuária Zurita (AgroZ), do empresário Ivan Zurita, presidente da Nestlé do Brasil.
O diretor financeiro da AgroZ, Antonio Paschoal Begnami, confirmou, por telefone e por meio de nota oficial, que as fazendas Campo Alegre, em Aguaí, e Santa Cruz, em Araras, foram alvo de fiscalizações. Begnami, no entanto, negou quaisquer problemas trabalhistas e informou que toda a documentação que comprova a regularidade nas propriedades será entregue nesta quinta-feira, 19, na audiência no posto do Ministério do Trabalho, em Mogi Guaçu. "Está tudo regularizado", garantiu Begnami.
"Se alguma coisa está regularizada, isso aconteceu de ontem para hoje, pois constatamos cerca de 60 trabalhadores, em dois ônibus, sem registro e isso eles admitiram na entrevista; além disso, os turmeiros (que comandam os trabalhadores) também confirmaram, portanto não houve dúvida da irregularidade", disse à Agência Estado o procurador do Trabalho Nei Messias Vieira, que acompanhou a ação.
Segundo ele, no momento da operação na Campo Alegre os trabalhadores rurais foram orientados a fugir por uma outra entrada da fazenda e houve resistência para que o grupo de auditores entrasse na propriedade. "Como havia vários veículos de fiscalização e o apoio da Polícia Militar, os ônibus foram impedidos de deixar o local", explicou Vieira. "Eles (trabalhadores) foram ainda orientados por uma fiscal a mentir sobre a data de início do trabalho, para configurar emprego temporário, mas a maioria estava há quase um mês", completou. A colheita foi suspensa e os ônibus interditados.
Segundo o procurador, além da falta de registro, a operação constatou ausência ou inadequação dos equipamentos de proteção individual, falta de água potável suficiente, ônibus sem condições de tráfego e falta de habilitação do motorista para transportar passageiros. Outra irregularidade apontada foi na remuneração dos trabalhadores. "Cada sacola colhida deveria ter 27 quilos, mas apuramos que o peso era de 34 quilos, fazendo com que os colhedores recebessem menos pelo que trabalhavam", explicou Vieira.
Ainda segundo Messias, na fazenda Santa Cruz, em Araras, e em uma área rural anexa à propriedade, ambas da AgroZ, também foram encontradas irregularidades relativas ao meio ambiente de trabalho. Ele informou que na audiência de amanhã irá propor um acordo extrajudicial à empresa.
Segundo o MPT, na operação encerrada hoje as irregularidades mais comuns foram falta de equipamentos de proteção, falta de sanitários e ausência de locais para refeição. Em todas as nove propriedades visitadas os colhedores de laranja se alimentavam sob o sol, sem abrigo ou cadeiras disponíveis.
Em Aguaí, outras quatro fazendas empregavam pessoas sem registro em carteira, segundo o MPT. Em uma delas, 16 migrantes, todos do Ceará e empregados de um condomínio rural, eram alojados em locais sem mesas ou cadeiras, com camas improvisadas, sem ventilação e com falta de higiene. Os fiscais exigiram do condomínio a regularização dos alojamentos.
Em outra fazenda, a Morro Grande, em Araras, um ônibus em condições precárias foi interditado e os trabalhadores estavam sem registro. Na fazenda Mangarito, em Mogi Guaçu, três menores foram flagrados na colheita pelo procurador Ronaldo Lira e por auditores do Ministério do Trabalho. Foi providenciada imediatamente a rescisão contratual dos adolescentes.
Um balanço final da operação deve ser divulgado até nesta sexta-feira (20). Os fazendeiros foram notificados para entregar documentações aos fiscais no posto do Ministério do Trabalho, em Mogi Guaçu, entre amanhã e sexta-feira, período em que devem ser lavrados os autos de infração.
. fonte: Agência Estado, em 18 de agosto de 2010
Citricultores do México enfrentam batalha contra o greening
Brasil se destaca em workshop internacional de mudas cítricas
Os citricultores do México enfrentam uma batalha contra o greening. O avanço da doença nos pomares mexicanos pode resultar em um forte impacto econômico no país, com a perda de até 71% das instalações citrícolas e US$ 122 milhões em exportação nos próximos cinco anos.
Para reverter esse cenário, citricultores e pesquisadores do mundo todo se reuniram entre os dias 19 e 23 de julho no Workshop Internacional sobre Greening e seu vetor (International Workshop on Citrus Huanglongbing and The Asian Citrus Psyllid), foi realizado em Mérida, capital do estado de Yucatán, no México.
Os cuidados com as mudas cítricas fazem parte das estratégias implementadas mundialmente para o controle do greening, que se baseiam em três ações fundamentais: a detecção e erradicação das plantas doentes, o controle do vetor e o uso sistemático de mudas sadias. No que diz respeito aos viveiros, o grande destaque ficou com o modelo brasileiro de produção de mudas cítricas. César Graf, pioneiro na construção de viveiros telados no Brasil, representou o País e falou sobre o papel dos produtores de mudas para o controle do greening.
Convidado pela Organização Norte-Americana de Proteção de Plantas, organizadores do Workshop, o viveirista abordou a evolução dos viveiros nos últimos 13 anos, desde a construção do primeiro viveiro protegido no estado de São Paulo em 1997. “Pudemos trocar experiências sobre as medidas necessárias para a detecção e controle da doença e do psilídeo e, assim, impedir um surto de greening”, diz Graf.
Graf foi pioneiro na construção de viveiros telados a partir de 1997. Hoje, é um dos maiores viveiristas brasileiros, com unidades nos municípios de Conchal, Rio Claro e Ipeúna. É diretor-presidente da Citrograf, empresa com mais de 40 anos que produz mais de 1,2 milhão de mudas por ano. Ele foi presidente fundador da Organização Paulista de Viveiros de Citros (Vivecitrus), entidade que reúne viveiristas para o estudo e defesa da produção de mudas cítricas.
O México é um importante país para a citricultura, com 526 mil hectares de citros. Casos de greening já foram detectados na costa do Pacífico e em Yucatan, no Golfo do México. O País iniciou a construção de viveiros protegidos em 2009, porém a medida ainda não é obrigatória.
Outro ponto discutido durante o evento foi a necessidade de implementar ações para desenvolver porta-enxertos e variedades resistentes ou tolerantes ao greening. Segundos os especialistas, essa atitude é vital para a sustentabilidade da indústria de citros a longo prazo. “É essencial aumentar os recursos para pesquisa, pois é a única maneira de obter os resultados que farão a indústria de citros sustentável”, afirma o viveirista.
. fonte: Camponews, em 06 de agosto de 2010

Argentina: Caem os volumes de frutas cítricas para a indústria
O negócio de citros na Argentina terá menos frutos nesta safra que em 2009. Isso vai causar uma grave queda dos volumes de industrialização.
Na exportação de frutas in natura não se espera grandes mudanças.
. fonte: Federcitrus, em 12 de julho de 2010
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Indústria de suco mapeará emissões
Pressionadas pelo varejo europeu, as indústrias de suco de laranja brasileiras preparam um estudo para determinar a quantidade de gás carbônico que é emitida ao longo da cadeia de produção. O documento será apresentado em aproximadamente duas semanas e representará um raio-x das empresas produtoras de suco no que se refere às emissões.
A estratégia é identificar o número de emissões de todo o segmento no Brasil e não de uma empresa isolada. Até agora, as indústrias vinham trabalhando independentemente, mas uma consultoria está sobrepondo as metodologias utilizadas por cada um dos grupos para determinar quanto o setor como um todo emite de gás carbônico.
"Essa é a primeira fase de um projeto mais amplo. Após determinarmos quanto nossa cadeia emite de CO2 avaliaremos quanto é a captação de carbono", afirma Christian Lohbauer, presidente executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).
Além das emissões de CO2, os planos das indústrias de suco de laranja ainda envolvem o levantamento do consumo de água ao longo da cadeia de produção, bem como a quantidade de resíduos e contaminantes e também adoção de boas práticas de produção. "Nossos clientes cobram de nós um, alguns ou todos esses pontos. O problema é que como essas são exigências do setor privado não existe uma padronização", afirma Lohbauer.
A Europa é o destino de 70% das exportações brasileiras de suco de laranja. Em 2009 os embarques do país ficaram pouco acima de 1,3 milhão de toneladas. Lohbauer lembra que a rede varejista britânica Tesco já identifica nas embalagens por meio de um selo quanto aquele produto emitiu de gás carbônico.
Além do estudo de sustentabilidade, a indústria de suco vai concluir até agosto um levantamento estatístico que englobará desde o uso de defensivos na atividade até o consumo de suco e das principais bebidas concorrentes. Serão levantados dados de árvores em produção, tamanho da safra, entre outros dados.
. fonte: - Valor Econômico, em 08 de julho de 2010
Municípios recebem extratora de suco de laranja
Repasse faz parte de estratégia para incentivar o consumo
Um convênio assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e 18 municípios garante recursos para aquisição de extratoras de suco de laranja no valor de R$ 25 mil cada. O repasse faz parte da estratégia da Secretaria para incentivar o consumo de suco de laranja pronto para beber nas regiões produtoras de laranja. Os municípios interessados apresentaram um plano para a introdução do suco de laranja na merenda das escolas municipais e em eventos da cidade.
O incentivo ao consumo da fruta soma-se a outras medidas do Governo do Estado para garantir renda ao citricultor, como: o projeto de seguro sanitário de citros contra as doenças de cancro e greening, no qual a secretaria paga integralmente o seguro para o produtor. Confira os municípios beneficiados: Auriflama, Avaí, Balbinos, Barretos, Buritama, Buritizal, Conchal, Conchas, Cosmópolis, Descalvado, Engenheiro Coelho, Guaiçara, Guaimbê, Limeira, Monte Azul Paulista, Paranapuã, Tapiratiba e Zacarias.
. fonte: Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, em 06 de julho de 2010
México: investimento milionário para atacar o dragão amarelo
A fim de atacar e impedir que o problema do dragão amarelo é afetado as culturas de limão, o deputado federal, Carlos Cruz, Mendoza, anunciou que vai atribuir cerca de 150 milhões de pesos e disse que até agora não há marcado para o Estado de Colima, para além de qualquer montante não pode ser entregue diretamente aos produtores.
Ele explicou que os 150 milhões já aprovado, será aplicado na prevenção, como é exigido para impedir a propagação desta praga em outras culturas nacionais ainda não estão infectados com o dragão amarelo, mas as ações também se concentrar em um direta e prioritária para os seis estados que já foram invadidas por esta doença.
Cruz Mendoza reiterou que os produtores não recebem o dinheiro, e que a ação se destina a controlar e evitar a sua propagação, de modo que as unidades de área de cada entidade responsável pela implementação e execução de programas para ele.
Ele também anunciou que o Ministério de Desenvolvimento Rural (Seder), em Colima é o único órgão que apresentou uma estratégia e um plano de acção resolver o problema do dragão amarelo, acrescentando que nos próximos dias estará no estado de pesquisadores do Brasil, para analisar o problema e aconselhamento no seu controle.
O deputado disse que está trabalhando de perto com alguns dos problemas identificados no estado, em coordenação com o Seder, como é o sector da banana, que têm sido geridas de uma reunião com o secretário da agricultura a nível federal para tratar de suas problemas e onde, felizmente, têm sido geridos alguns recursos financeiros
Fonte: FreshPlaza , em 05 de julho de 2010
Chile quintuplica embarque de laranjas para União Européia
Houve um aumento de cinco vezes nas laranjas de umbigo chilenas que chegaram até o dia 25 de junho no mercado da União Européia, gerando um excedente significativo acumulado até agora nesta temporada, segundo dados SimFRUIT.
O envio de laranjas chilenas para a E.U. no mesmo período do ano passado atingia 18 000 caixas, porém nesta safra ja foram exportadas cerca cerca de 29 mil caixas.
No entanto, este foi um aumento esperado de volumes de exportaçãodo Chile, pois muitas empresas trabalharam com melhor qualidade de frutas e pomares certificados.
As estimativas para a próxima semana estão previstas para este mercado cerca de 20 000 caixas.
Enquanto isso, no mercado de varejo apresentou um pico durante a 24 ª semana do ano, atingindo 517 lojas E.U. . Isso representa um aumento de 43% sobre a promoção feita na semana imediatamente antes e quatro vezes para que realizou o mesmo período de 2008/09.
Fonte: FreshPlaza, em 01 de julho de 2010

Entrevista com Flávio Viegas no Canal Rural
O presidente da Associtrus fala sobre as tentativas das esmagadoras
em encerrarem investigações sobre o Cartel entre outros assuntos

Laranja mecânica
Vai torcer assim lá em casa!
Indústrias de suco de laranja tentam encerrar investigação sobre cartel
Empresas estariam agindo secretamente e com a conivência do governo, diz Associtrus.
. autor: Gualberto Vita
As maiores empresas produtoras de suco de laranja do país - as nacionais Cutrale, Citrosuco e Citrovita, além da múlti francesa LD Commodities - estão atuando nos bastidores para tentar encerrar o processo que investiga a formação de cartel no setor.
Em um comunicado enviado nesta terça-feira, 22, pela Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), apesar de constar como confidencial o nome dos requerentes do documento protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 8 de junho, constatou-se que está em tramitação uma proposta de TCC (Termo de Cessão de Conduta).
Flávio Viegas, presidente da Associtrus, diz que a ação é ilegal. “Em 1994 as indústrias foram julgadas, assinaram um TCC, mas não cumpriram o acordo. Pela legislação, a solicitação de TCC só pode ser feita uma única vez”, explica. Mas há outra situação que beneficia os acusados: o Cade está sem quórum para julgar o processo. “Este fato impede que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) termine suas investigações e, portanto, o caso não pode ser julgado em definitivo. Assim, as empresas atuam nos bastidores, com a conivência do governo, para solicitar o TCC”, revela o dirigente.
Flávio lembra que no ano de 2006, as empresas de suco de laranja fizeram nova proposta de transação em troca de uma multa de R$ 100 milhões, a qual foi rejeitada porque a Lei que regulamenta o Cade proibia que empresas investigadas por cartel fossem beneficiadas com TCC. No entanto, as indústrias conseguiram no Congresso Nacional que tal dispositivo fosse revogado.
“Seria um absurdo eventual concessão de TCC somente agora nesta fase do processo, ou seja, praticamente no momento final das investigações pela SDE. É necessário o aprofundamento das investigações para se identificar todo o modus operandi das indústrias e concluir pela existência ou não de concorrência no setor”, aponta o presidente da associação, que já solicitou audiência com o Ministro Relator do caso.
A união entre Citrosuco e Citrovita, anunciada em maio, também estaria exercendo pressão para um acordo, já que a fusão ainda precisa ser aprovada pelas autoridades de defesa da concorrência.
A Citrosuco é a segunda maior exportadora de suco de laranja do país, à frente da Citrovita; juntas, praticamente empatariam com a Cutrale, líder do ranking nacional e mundial. A francesa Louis Dreyfus Commodities completa o grupo das quatro grandes exportadoras. O Brasil domina mais de 80% das exportações globais do produto congelado e concentrado e não concentrado.
A Associtrus aguarda que seja rejeitada qualquer proposta de acordo. “Ainda defendemos criação de um ‘Consecitrus’ com o objetivo de estipular o preço pago ao produtor com base no valor cobrado pelo suco no varejo, além do pagamento de uma indenização aos citricultores após 20 anos de cartel”, alega Flávio Viegas. Atualmente, a dívida dos produtores de laranja com os bancos chega a R$ 1 bilhão.
. fonte: CampoNews, em 26 de junho de 2010
Entrega de relatório de greening termina em 15 de julho
A partir deste ano, a entrega será feita via internet.
O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) faz um importante alerta para os citricultores paulistas: o prazo para a entrega do relatório do greening termina no dia 15 de julho. A partir deste ano, a entrega será feita via internet, pelo site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), www.cda.sp.gov.br. O citricultor deve acessar a página e abrir o link "Relatório Semestral de Inspeção de Greening" (www.relatoriogreening.com.br).
Os produtores já cadastrados devem indicar o número do CPF ou CNPJ. Os que entregam o último relatório, preenchido a mão, devem procurar seu cadastro pelo sistema de busca do site e criar uma senha.
No documento, o proprietário tem que descrever a realização de, pelo menos, uma inspeção a cada três meses, atendendo à Instrução Normativa 53, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Portaria CDA-04, de 12 de março de 2009, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Caso o citricultor tenha dúvidas ou dificuldades para fazer a entrega online, ele deve enviar um e-mail para suporte@relatoriogreening.com.br.
. fonte: Fundecitrus, em 21 de junho de 2010
Preço da laranja estimula viveiristas
. autor: Gustavo Porto
A disparada no preço da caixa da laranja, que saltou de R$ 5 na safra passada para até R$ 15 na atual, animou os produtores de mudas da fruta. Eles preveem uma retomada do setor após dois anos de crise e de paralisação de novos plantios.
Atualmente, os viveiros paulistas, que concentram praticamente toda a produção de muda certificada e livre de pragas do País, têm entre 10 milhões e 12 milhões de plantas apenas, um terço do pico e da capacidade instalada do setor, de 36 milhões de mudas, atingidos em 2008.
O diretor da Organização Paulista de Viveiros de Mudas Cítricas (Vivecitrus), César Graf, diz que, como muda de laranja não é um insumo essencial para os citricultores, o plantio nos últimos dois anos praticamente foi zerado no Estado, diante da crise de preços da fruta. "Mesmo com o avanço do greening, que obrigou à erradicação de pomares, os produtores não repuseram as plantas; mas os preços melhores agora fazem com que o citricultor retome o plantio."
Apesar de ainda tímida, a retomada na demanda já inflacionou o setor, o que fez com que o preço das mudas cítricas em SP saltasse de R$ 3,50 a R$ 4 para entre R$ 4,50 e R$ 5 a unidade. Mas Graf ainda é cético quanto à possibilidade de os viveiros paulistas voltarem à capacidade máxima de produção atingida em 2008.
Gustavo Porto
. fonte: Estado de S Paulo, em 16 de junho de 2010
Grupo paulista vai investir R$ 1,5 mi na citricultura baiana
. informação: - Eduardo Sales, secretário da Agricultura da BA
Atraídos pela segurança fitossanitária da Bahia, estado declarado livre das doenças da citricultura pelo Ministério da Agricultura, os empresários Frederico Guilherme Ivers, Guilherme Corte Ivers e Mauro Fagote confirmaram na abertura da 32ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis, SP, que vão investir no Oeste da Bahia. Segundo Guilherme Ivers, inicialmente será investido R$ 1,5 milhão para a plantação de laranjas no município de Correntina, numa área de 300 hectares. As negociações estão sendo finalizadas com a Desenbahia, depois do que ele dará início às operações.
Nesta segunda-feira (7), o secretário Eduardo Salles, acompanhado pelo superintendente de Política do Agronegócio, Jairo Vaz, pelo diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá, pelo diretor de Administração e Finanças da Desenbahia, Marco Aurélio Félix Cohin Silva, e pelo diretor presidente da Special Fruit, Suemi Koshiyama, visitou a indústria Citrosuco do grupo Fischer, onde explicou o motivo de sua visita à São Paulo: atrair novos investimentos na citricultura, especialmente na região Oeste, e a implantação de indústrias para a verticalização da cadeia produtiva da citricultura.
A comitiva baiana foi recebida pelo gerente da divisão de comercialização de frutas, Edson Luiz Rigoto, através do qual convidou o grupo Fischer para conhecer as regiões produtoras de citricultura na Bahia, que são o Território Litoral Norte, a Chapada Diamantina, região de Mucugê, o Vale do São Francisco e o Oeste. Além disso, fez contato com o diretor corporativo do grupo Cutrale, Carlos Viacava, que também foi convidado a vir à Bahia.
Segundo Eduardo Salles, a decisão deste grupo de investir na região Oeste é o primeiro passo que logo será seguido por outros grupos paulistas. A curto prazo, diz o secretário, a ideia é que seja implantada uma agroindústria ou que sejam feitas parcerias com antigas empresas do segmento, hoje desativas. A longo prazo, continua ele, o objetivo é implantar indústrias, com foco na citricultura empresarial do Vale do São Francisco e na região Oeste.
Além de ter grande potencial e áreas para crescer, tanto no Território Litoral Norte quanto no Oeste, a Bahia tem a grande vantagem de ser Estado reconhecido pelo Ministério da Agricultura como livre da Pinta Preta, Cancro Cítrico, Mosca Negra dos Citros, Morte Súbita e Greening, doenças que acometem os citros.
A produção de laranja na Bahia destaca-se nos municípios de Inhambupe, Itapicuru e Rio Real e Cruz das Almas. O cultivo do limão vem sendo realizado nos perímetros irrigados, destacando-se os municípios de Barreiras, São Desidério, Itaberaba, Prado, Caravelas e Juazeiro. Cerca de 60% da produção baiana é consumida in natura pelo mercado interno. Os 40% restantes, que vão para a indústria, sendo processados em Sergipe, no município de Estância, por falta de indústrias locais.
. fonte: site da Associtrus, em 14 de junho de 2010
Seguro para citricultores é bem-vindo, mas falta crédito
Para presidente do Fundecitrus, financiamentos precisam se basear em “políticas sanitárias”.
. autor: Gualberto Vita
O secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, apresentou nesta segunda (7), durante a abertura oficial da 32ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis, SP, o seguro para as duas principais doenças da citricultura paulista: o greening e o cancro cítrico. Além do projeto do seguro, foram apresentadas medidas de incentivo à fruticultura cítrica de mesa, consolidação do sistema de mudas certificadas e as ações para a implantação do sistema de informações e levantamentos de safra. “Serão R$ 35 milhões que o Estado coloca para subvencionar 100% do prêmio pago pelo citricultor”, afirma Sampaio.
Lourival Carmo Mônaco, presidente do Fundecitrus, considerou positiva a medida. “Todo mecanismo que sirva para minimizar os efeitos econômicos sobre os produtores é bem-vindo”, aponta o dirigente. De acordo com a secretaria da Agricultura, o programa começa a valer com a entrega dos relatórios de inspeção e erradicação nos pomares, feito no primeiro semestre de 2010 pelo proprietário, e que devem ser entregues até o dia 15 de julho.
“Alguns já fizeram suas inspeções e não terão dificuldades em entregar os relatórios. Além disso, o Fundecitrus vai oferecer todo o auxílio aos produtores para o preenchimento correto dos formulários”, disse Lourival Mônaco. A expectativa é atender cerca de 16 mil citricultores com até 20 mil árvores, o que corresponde a 90% dos pequenos e médios produtores de citros do Estado.
As indenizações serão de R$ 4,00 por pé erradicado com greening, sendo permitido até 3% do total de pés da propriedade. Para o cancro cítrico serão pagos R$ 19,00 por árvore retirada, admitindo até 25% do total de árvores do pomar. “Considero a cobertura em um "nível possível", levando-se em conta a velocidade e expansão das doenças no pomar. Afinal, dependendo do grau da infestação, o produtor pode perder tudo e o seguro não cobre as perdas”, alega o presidente do Fundecitrus.
Além disso, o citricultor segurado deve respeitar a legislação sanitária de combate ao cancro e greening, adotar materiais próprios para colheita, como caixaria, uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs) e adotar boas práticas agrícolas desde o cultivo até a comercialização.
Na avaliação de Lourival, não há linhas de financiamento voltadas para ações de manutenção, inspeção e demais etapas de controle fitossanitário. “Muitos citricultores são orientados sobre as técnicas sanitárias a serem implementadas, mas em virtude da atual situação de descapitalização da atividade, não é possível fazer os investimentos necessários”, expõe o dirigente. Hoje, a Secretaria possui uma linha de crédito com teto de R$ 100 mil por produtor, juros de 3% ao ano para formar pomares e compra de equipamentos para boas práticas.
“O ponto fundamental é que ainda não se estabelecerem mecanismos econômicos de apoio baseados em políticas sanitárias, que possam influenciar diretamente sobre a capacidade de produção e, principalmente, garantir a manutenção dos empregos no setor”, afirma Lourival Carmo Mônaco.
Saiba mais...
Para contratar o seguro, acesse o site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (www.cda.sp.gov.br), clique em “Programa de Controle do Greening”, que fica no menu da direita), e faça o preenchimento do relatório do greening. No final dele aparecerá a pergunta se deseja participar do seguro sanitário.
Gualberto Vita /
. fonte:
CampoNews, em 08 de junho de 2010
Cutrale descarta mudar estratégia ao perder liderança no setor
Cutrale descarta mudar estratégia ao perder liderança no setor
Com a fusão entre Citrosuco e Citrovita, nova empresa passará a ter entre 45% e 50% do processamento de suco de laranja no País
. autor: Gustavo Porto
Prestes a perder o posto de maior empresa processadora de suco de laranja do mundo, a Cutrale afirma que nada mudará nas operações após a fusão entre as concorrentes Citrosuco, do Grupo Fischer, e a Citrovita, da Votorantim. O acordo, anunciado sexta-feira, criará a nova empresa líder em um dos setores de maior concentração no agronegócio. "O trabalho da Cutrale não vai mudar em nada, vamos seguir tocando o barco, pois consideramos natural que duas empresas competentes como essas unam as operações", disse Carlos Viacava, diretor corporativo da Cutrale.
Com a fusão entre Citrosuco e Citrovita, que ainda depende da aprovação dos órgãos federais de defesa da concorrência, a nova empresa passará a ter entre 45% e 50% do processamento de suco de laranja no País, maior produtor mundial da bebida. Já a Cutrale segue com entre 35% e 40%. Além delas, o setor, que tem quase 100% da produção exportada, é completado pela francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), com cerca de 20% da produção nacional.
Na avaliação da Cutrale, "tocar o barco" significa colher os frutos dos investimentos feitos nos últimos anos em infraestrutura para ampliar a capacidade de produção, logística e de armazenamento de suco de laranja fresco, chamado de NFC - sigla em inglês para suco não concentrado e não congelado. "O investimento foi expressivo, porque o NFC tem sete vezes mais água e volume que o suco concentrado e congelado, e ainda necessita ser pasteurizado na produção, no porto e no mercado consumidor", afirmou Viacava. "Mas é um produto nobre, de maior valor agregado", completou.
O executivo considera que o mercado para o NFC ainda irá amadurecer, já que a bebida, mais cara, ainda é sujeita a crises como a que atingiu os principais mercados consumidores - União Europeia e Estados Unidos. "Eu acho que o NFC é o futuro", avaliou Viacava.
. fonte: Agência Estado, em 18 de maio de 2010

Relação de indústrias e fornecedores vai encarar nova provação
.autor: - Fernando Lopes
Relação de indústrias e fornecedores vai encarar nova provação União de Citrosuco e Citrovita preocupa produtor de laranja "A concentração não produz nenhuma vantagem para o citricultor", diz Viegas A Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), com sede em Bebedouro, no interior de São Paulo, promete resistir o quanto puder à fusão entre Citrosuco e Citrovita, duas das quatro maiores exportadoras de suco de laranja do país.
Anunciada na sexta-feira pelos grupos Fischer e Votorantim, seus respectivos controladores, a união resultará em uma nova líder global do segmento, com faturamento anual estimado em R$ 2 bilhões. "A concentração [das indústrias de suco] não produz nenhuma vantagem para o citricultor. Tem sido assim desde que a concentração começou, ainda na década de 80.
E foi assim quando a [americana] Cargill saiu da atividade no país [em 2004]", afirma Flávio Viegas, presidente da Associtrus. Ao deixar o negócio, a Cargill vendeu suas fábricas de suco de laranja no interior paulista para suas principais concorrentes. Segundo Viegas, a unidade de Bebedouro foi fechada pelo Citrosuco logo que expirou o acordado prazo de cinco anos durante o qual ela deveria continuar rodando.
Já a unidade de Uchôa, que estava praticamente desativada quando foi comprada pela Cutrale, continua a operar em ritmo bem menor do que no auge.
Considerando a fábrica de Bebedouro que está fechada, Citrosuco e Citrovita contam, cada uma, com três unidades em São Paulo, Estado que reúne o principal parque citrícola do planeta. Cada empresa tem uma unidade em Matão, e Viegas está particularmente preocupado com o futuro dessas plantas.
A da Citrosuco é a maior do gênero no mundo, mas é mais antiga. Resta esperar que a complementaridade das atividades das empresas reserve a unidade da Citrosuco à produção do suco não congelado (NFC), cuja demanda internacional é crescente, e a da Citrovita, ao tradicional suco de laranja concentrado (FCOJ), já que o braço do grupo Votorantim não fabrica o NFC.
Como Viegas não pode esperar essa e outras definições das indústrias, pedirá uma audiência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tratar da fusão.
A Associtrus já acompanha de perto a investigação federal que apura uma suposta formação de cartel entre as grandes empresas. No processo, Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus, que dominam as exportações brasileiras de suco de laranja, são acusadas de oligopsônio na compra da fruta de fornecedores independentes com o objetivo de "segurar" os preços.
Em média, as quatro empresas de suco alimentam sua demanda de laranja com fazendas próprias, fornecedores independentes mantidos com contratos de entrega de longo prazo e mercado spot. São históricas as divergências entre indústrias e fornecedores independentes nas renegociações de contratos.
Não é diferente nesta safra 2010/11, cuja colheita já começou em São Paulo e que deverá render 286 milhões de caixas de 40,8 quilos da fruta, segundo prevê a Cutrale. No dia 20, conforme Marco Antonio dos Santos, presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga e da mesa diretora de citricultura da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), a fusão entre Citrosuco e Citrovita também será debatida em reunião ordinária da Câmara Setorial da Citricultura, em Brasília. "Fusões desse tipo são inevitáveis, acontecem em qualquer lugar. Mas precisaremos encontrar um entendimento", diz Santos.
No dia 25, os produtores esperam ter uma reunião sobre as consequências da união com o Secretário da Agricultura de São Paulo, João Sampaio. Nesse encontro, o processo do Ministério Público do Trabalho que devolve às indústrias a obrigação de colher a laranja, mesmo em propriedades de terceiros, também estará em pauta.
Fonte: Valor Econômico, em 18 de maio de 2010
Projeto restringe a importação de frutas cítricas in natura
O projeto visa a fortalecer as barreiras sanitárias.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7226/10, do deputado Albano Franco (PSDB-SE), que proíbe a importação de frutas cítricas para consumo in natura sem a devida certificação por órgão de vigilância sanitária. Segundo o deputado, o projeto visa a fortalecer as barreiras sanitárias com o objetivo de impedir a entrada de produtos capazes de contaminar a produção nacional, acarretando prejuízos à economia e à citricultura do País.
Hoje, o Ministério da Agricultura acompanha as importações feitas pelo Brasil e, quando detecta problemas sanitários, suspende temporariamente as aquisições. Outros países adotam postura semelhante em relação aos produtos brasileiros.
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
. fonte: Agência Câmara, em 18 de maio de 2010
Cartel é a causa do endividamento dos citricultores , diz Associtrus
Situação agravou o problema fitossanitário nos pomares
. autor: Gualberto Vita
O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flavio Viegas (á direita), reafirmou em entrevista ao CampoNews que a citricultura passa por uma crise financeira causada pela existência de um cartel no setor. Segundo Viegas, a redução dos preços pagos aos produtores foi uma ação planejada para excluir os pequenos citricultores, que representam 92% da produção total.
“Os produtores foram divididos entre as indústrias do setor, cada uma com seu "jardim". Em seguida estabeleciam-se os preços a serem pagos pela laranja que era seguido, obrigatoriamente por todas as empresas”, revela Flavio Viegas. De acordo com o dirigente, foram estabelecidas três faixas de preços: numa ficam os produtores que serão preservados e nas outras duas os produtores que serão “expulsos” do setor.
“Os citricultores condenados à expulsão do setor receberam preços muito abaixo do custo de produção que os levaram a perder produtividade por falta de capacidade financeira de manter os tratos culturais necessários e renovar seus pomares e endividarem-se ao longo do tempo”, afirma o presidente da Associtrus. Flavio Viegas ressaltou ainda que a cartelização e o conseqüente endividamento do setor, ao tornar a atividade onerosa, agravou o problema fitossanitário nos pomares.
A Associtrus tem participado de diversas tentativas de negociação para restabelecer a concorrência, limitar a verticalização das indústrias, estabelecer nova sistemática de remuneração dos produtores e resolver o problema do endividamento dos citricultores. Além disso, estamos denunciando o cartel junto às autoridade , orientando e apoiando os produtores em ações judiciais para obter a reparação dos danos causados pelo cartel”, finaliza o dirigente.
.fonte: Campo News, em 06 de maio de 2010
Cutrale anuncia que setor discute mudanças na remuneração de citricultores
Empresa abriu as portas para explicar como as novas regras podem ser adotadas
A Cutrale, maior indústria de suco de laranja do país, anunciou, nesta segunda-feira (3), em Araraquara, que o setor está discutindo uma nova fórmula para remunerar os agricultores. A empresa abriu as portas para explicar como as novas regras podem ser adotadas. Confira o vídeo ao lado.
A mudança vem em um momento em que muitos produtores começam a colher as variedades precoces da fruta e reclamam que o valor recebido da indústria não compensa os investimentos.
Os laranjais já estão movimentados já que, por causa do excesso de chuva, a colheita começou um mês mais cedo. A temporada de empregos também foi aberta.
Apesar disso, o citricultor Luís Eduardo Paulino não está otimista. Metade das plantas do seu laranjal foi arrancada por causa do amarelão, chamado de greening em inglês.
Ele diz que deixou de pulverizar os pés e cortar o mato porque só teve prejuízo em 2009. No início da passada, recebeu R$ 3,50 por caixa. Agora, a indústria está pagando três vezes mais. “Esse preço não alivia o prejuízo dos produtores devido ao baixo valor pago na safra anterior, que já vinha na safra 2008, que estava em torno de R$ 7 a caixa. Não tem com amortizar os prejuízos passados”, disse.
O início do processamento na Cutrale foi marcado pela visita dos produtores. A maioria foi ao local pela primeira vez. Eles conversaram com o diretor corporativo Carlos Viacava, que já foi secretário geral do Ministério da Fazenda e presidente da Associação dos Criadores de Nelore.
Ele negou que o setor dominado por quatro grandes empresas seja cartelizado. “Não existe combinação de preços. Tem vários tipos de contratos, de modalidades. O citricultor escolhe o que ele quer e, no fim do ano, vai saber qual foi o preço de cada um”, explicou.
O encontro foi uma tentativa de aproximação entre produtores e indústria. Os dois lados concordam que é preciso mudar o sistema de remuneração dos agricultores, para evitar grandes oscilações.
A idéia inicial é desenvolver um cálculo de pagamento parecido com o que já existe no setor de cana, que leva em conta o rendimento industrial e os preços de mercado. “A partir do momento que há uma fórmula de preço, para dar segurança para os próximos anos, é bom. Isso está acontecendo e começando efetivamente um bom entendimento disse o presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, Marco Antônio dos Santos.
A segunda reunião entre indústria e produtores para discutir o assunto está marcada para quinta-feira (6) na Secretaria da Agricultura, em São Paulo.
Fonte: EPTV , no site da Associtrus, em 06 de maio de 2010
Toffini denuncia cartel na Assembléia Legislativa
Ex-fabricante de suco de laranja fala sobre cartel
. autora: Luciana Podiesi
Movido pelo sentimento de indignação e inconformismo, Dino Tofini, ex-fabricante de suco de laranja, denunciou ao jornal Folha de S. Paulo, de 15/3/2010, a existência de cartel entre as empresas de suco de laranja do Estado.
Com base na sua entrevista "Ex-fabricante de suco de laranja revela ação de cartel", a Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembleia decidiu convidar o ex-empresário para falar sobre o esquema na reunião desta quarta-feira, 28/4, ocorrida em caráter informal.
Ressaltando que o cartel é um grande empecilho ao citricultor paulista, Tofini, declarou que foi coagido a participar do esquema para não ficar isolado.
Atualmente, o ex-dono da CTM Citrus é plantador de cana-de-açúcar e move uma ação contra a Cargill, empresa que comprou a CTM para, de acordo com o depoente, fechá-la em seguida. Vítima de um AVC em 1995, o ex-empresário declarou que participavam do esquema, por ordem de importância, a Cutrale, a Citrosuco (do grupo Fischer), a Citrovita (do grupo Votorantim), a Louis Dreyfus e a CTM (sua antiga empresa, vendida à Cargill).
A operação, que há duas décadas gera prejuízo de bilhões de dólares ao Estado, ao país e aos pequenos produtores de laranja, está sendo investigada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) desde 2006, quando a Polícia Federal criou a Operação Fanta.
Para esclarecer as denúncias de Dino Tofini e Flávio Viegas, presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), os deputados José Bittencourt (PDT), presidente da comissão, Beth Sahão e José Zico Prado, ambos do PT, Davi Zaia (PPS), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Citricultura, e Luis Carlos Gondim (PPS), autor de pedido de instalação de CPI sobre o tema, pretendem convidar representantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para saber o que foi apurado até o momento.
A assessoria jurídica de Dino Tofini entregará à comissão um relatório sobre o esquema, que será anexado ao pedido de instalação da CPI, ainda sem data para a instalação.
Após análise dos documentos, os parlamentares definirão o método de trabalho a ser adotado pela Comissão de Agricultura e pela Frente parlamentar.
. fonte: EPTV, no site da Associtrus, em 28 de abril de 2010
Greening em SP impacta 3% ao ano
Volume disponível de laranja pode ter forte redução caso não seja desenvolvida planta resistente à doença
A ocorrência do greening tem sido apontada como um dos fatores mais influentes para a oferta de laranja na Flórida e em São Paulo. De acordo com análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o volume disponível da matéria-prima pode ter forte redução caso não seja desenvolvida uma planta resistente ao patógeno.
Em boa parte dos pomares, especialmente paulistas, a erradicação das árvores infectadas tem sido a solução utilizada para evitar a propagação ainda mais acelerada da doença. No Brasil, o greening já está presente em pomares de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Em São Paulo, estima-se que a redução devido à doença seja de 3% ao ano no volume total produzido, com diminuição no potencial produtivo de 82 milhões de caixas quando comparadas a estimativa da safra 2010/11 com a de 2019/20.
Fonte: Cepea, em 20 de abril de 2010
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