Morte Súbita no Brasil

Em março de 2002 foi anunciado que uma nova doença, a Morte Súbita dos Citros,
havia sido descoberta em pomares de Comendador Gomes (MG), na divisa com o Estado de São Paulo,
que até então já havia causado a morte de cerca de 300 mil pés de laranjas, e que representava grande
ameaça à citricultura brasileira.

Neste espaço você encontrará a grande maioria dos artigos anunciados nas mais
diversas mídias e publicados na internet.

Boa pesquisa!

 


NOVO AVANÇO NO COMBATE À MORTE SÚBITA


O Centro Apta Citrus Sylvio Moreira, vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, confirmou a relação constante e consistente entre a morte súbita dos citros, doença que já infectou cerca de 3 milhões de pés de laranja em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, e o vírus da tristeza, que dizimou os pomares paulistas nos anos 30.

Segundo Marcos Machado, diretor do centro, ensaios biológicos mostraram que a morte súbita é provocada por uma mutação do vírus da tristeza, principal suspeita desde que a doença foi diagnosticada, em 2002. "Com a relação comprovada, é mais fácil identificar plantas infectadas com o vírus, mas ainda sem os sintomas da morte súbita", afirma.

 

fonte: Valor Econômico , em 16 de agosto de 2004

 

 

 

Morte Súbita

O parque citrícola comercial brasileiro está há dois meses e meio sem o relato de novos casos de morte súbita dos citros (MSC). O último registro foi feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em 29 de outubro de 2003 e até então era alarmante. Isso porque, na época, entre os seis municípios com novos casos estavam Bebedouro e em Monte Azul Paulista. A primeira cidade é porta da região na qual estão concentrados os maiores pomares do País e as maiores indústrias processadoras de suco de laranja.

Sem novos casos, permanece em 29 o número de municípios com o registro da doença, 18 deles em São Paulo e 11 em Minas Gerais. No entanto, segundo avaliação feita pelo setor, ainda é cedo para afirmar que a MSC está controlada. "Pelo que observamos, a doença tem um período de incubação de pelo menos dois anos. Por isso, há uma defasagem entre o momento da contaminação e o da expressão de sintomas, que significa que devam existir plantas infectadas além da área onde há árvores com sintomas", exemplifica o pesquisador Armando Bergamim Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

O Estado de S. Paulo , em 14 de janeiro de 2004

 

 

 

MORTE SÚBITA DESEMBARCA EM BEBEDOURO E MONTE AZUL

A MSC (morte súbita dos citrus) já chegou a Bebedouro e Monte Azul Paulista, cidades que têm cerca de 9 milhões de pés de laranja. O Fundecitrus -Fundo de Defesa da Citricultura-, que faz uma varredura no Estado para verificar a presença da MSC com verba do Ministério da Agricultura, notou a doença em mais quatro cidades de São Paulo além das duas na região de Ribeirão Preto. Segundo o pesquisador Nelson Gimenes, a situação preocupa porque Bebedouro é uma cidade com tradição na produção de laranja, está dentro do parque citrícola do Estado e tem uma estação experimental.

No entanto os técnicos do Fundecitrus identificaram até agora apenas uma planta com MSC em cada um dos municípios. Gimenes afirmou que ainda não há motivos para desespero e disse que os inspetores do Fundecitrus continuam nessas cidades e vão analisar todas as plantas nos próximos dias. 'É alarmante a extensão geográfica já alcançada pela doença. Por isso, é importante notificar os produtores", disse Gimenes.

O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento liberou verba de R$1,5 milhão para o início da análise das plantas e agora vai liberar mais R$1 milhão para o término do estudo. Trabalham na ação 500 pessoas contratadas com recursos do ministério e cem com recursos do próprio Fundecitrus.

fonte:Folha de S. Paulo , em 02 de novembro de 2003

 

 

COMBATE À MORTE SÚBITA DOS CITROS TEM VERBA DO GOVERNO

O governo federal liberou
gronegócios - pág. B-8) ontem mais R$1 milhão para os trabalhos de combate à morte súbita dos citros (MSC), doença que vem tirando o sono de produtores de laranja de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Foi a segunda liberação em menos de dois meses. Em 26 de agosto, haviam sido disponibilizados R$ 1,15 milhão.

De acordo com informações do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) - mantido pela iniciativa privada -, com os novos recursos as vistorias em busca de sintomas da doença cobrirão aproximadamente 50 milhões de árvores. Em São Paulo, Estado que responde por mais de 80% da produção nacional de laranja, o parque citrícola ultrapassa os 210 milhões de pés. Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus, entidade que reúne as indústrias exportadoras de suco de laranja, afirma que já foram identificadas 4 milhões de árvores com sintomas da morte súbita, que, muito provavelmente, é causada por um vírus.

Valor Econômico , em 14 de outubro de 2003


 

DOENÇA SE ALASTRA NOS LARANJAIS POR INFECÇÃO

Agora é científico. A "morte súbita dos citros" (MSC), doença que está se alastrando pelos laranjais do norte de São Paulo e do Triângulo Mineiro, é causada por um agente infeccioso. Essa recente descoberta dos pesquisadores é preocupante. Pôs em alerta os governos e os citricultores do país, maior produtor mundial da fruta e do suco.

A hipótese de que a manifestação da doença estivesse associada a fatores climáticos e ao tipo de solo deixou de prevalecer com as experiências, com duração superior a um ano, realizadas pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) na cidade de Comendador Gomes (MG), primeira localidade onde a MSC foi identificada, em 2001.

No início do ano passado, eram 11 os municípios com registro da doença. Agora, são 23, sendo 12 municípios em São Paulo e 11 no Triângulo Mineiro. Varreduras estão sendo feitas fora da área de prevalência da doença para identificar eventuais novos focos.

Folha de S. Paulo , em 14 de outubro de 2003

 

 

 

CASOS DE MORTE SÚBITA

O Fundecitrus detectou 3 novas ocorrências da morte súbita dos citros (MSC) no Estado de São Paulo.

A doença foi localizada em Ibirá, Cajobi e Ipiguá, municípios próximos da região contaminada no sul do Triângulo Mineiro, norte e parte do noroeste paulista.


Com os novos casos, sobem para 23 os municípios contaminados. O levantamento começou na semana passada, com verba de R$ 1 milhão do Ministério da Agricultura.

Valor Econômico, em 25 de setembro de 2003

 

 

 

MORTE SÚBITA



O Fundecitrus recebeu do Ministério da Agricultura R$1,15 milhão para realizar a varredura da morte súbita dos citros (MSC). Com a verba será possível fazer a inspeção em 31 municípios do norte do Estado de São Paulo.

A varredura será em todos os talhões dessas localidades e a previsão é de que o trabalho seja realizado em dois meses. Nove municípios da lista já registraram casos da doença: Barretos, Paulo de Faria, Guaraci, Nova Granada, Altair, Tanabi, Riolândia, Colômbia e Olímpia.

O Estado de S. Paulo , em 03 de setembro de 2003

 



MORTE SÚBITA


A Secretaria de Agricultura e de Abastecimento do Estado de São Paulo e a Fapesp assinaram
convênio ontem que garante R$5 milhões para ampliar os estudos sobre a morte súbita dos citros.
A doença foi detectada em 2001.

Folha de S. Paulo em 15 de agosto de 2003

 

MORTE SÚBITA DOS CITROS
Nova doença já causa prejuízos a pomares de SP e MG

Uma anomalia, denominada pelos pesquisadores do Centro de Citricultura do IAC de morte súbita dos citros (MSC), vem causando a morte de laranjeiras em pomares situados no norte de São Paulo e sudoeste de Minas Gerais. Os primeiros sintomas da anomalia foram observados pelos proprietários em dezembro de 1999 em laranjeiras Valência enxertadas em limão Cravo, com 12 anos de idade, situadas em Comendador Gomes (MG). Em janeiro de 2001, 85% das plantas do talhão apresentavam sintomas da doença ou já estavam mortas.

Em Colômbia (SP), a doença foi constatada em laranjeiras Hamlin, com 23 anos de idade, também enxertadas em limão Cravo, tendo ocorrido a morte de 30% das plantas no período de três anos. A anomalia também foi observada em laranjeiras Pêra com 8 anos de idade, em Natal com 10 anos e em Hamlin com 6 anos de idade, todas enxertadas em limão Cravo. Plantas de Valência e Hamlin enxertadas nesse porta-enxerto, com aproximadamente um ano de idade, não apresentavam sintomas.

A MSC parece estar relacionada ao porta-enxerto, uma vez que laranjeiras Natal com 20 anos de idade, enxertadas em tangerina Cleópatra, próximas de pomares afetados, não manifestam sintomas, assim como Pêra, Hamlin e Westin enxertadas em Cleópatra, trifoliata e citrumelo Swingle com um, cinco e dois anos de idade respectivamente.

As plantas afetadas apresentam inicialmente folhagem verde-pálido e desfolha que se acentua com o desenvolvimento da anomalia. Às vezes a sintomatologia é semelhante àquela de plantas afetadas pelo declínio dos citros. No estágio mais avançado, ocorre a morte da planta. O sistema radicular apresenta ausência total de radicelas e podridão de raízes. Retirando-se a casca do porta-enxerto na região de enxertia, observa-se que sua parte interna apresenta coloração amarelada, não encontrada nas plantas visualmente sadias.

Entre o aparecimento dos sintomas e a morte das plantas decorrem apro-ximadamente seis meses, sendo que a evolução dos sintomas é mais rápida na primavera. A análise da distribuição espacial das plantas afetadas não indica se a anomalia é causada por fatores bióticos (vírus, bactérias) ou abióticos (nutrição, seca).

Os pesquisadores do CCSM estão envolvidos na elucidação do problema, com diferentes abordagens que possam ampliar o conhecimento sobre a anomalia e propor estratégias de controle. Embora haja forte semelhança com o declínio, a rapidez com que ocorre a morte das plantas permite supor que deve haver um componente novo na doença. Inicialmente os esforços têm-se concentrado no possível envolvimento de fatores bióticos, como diferentes raças do vírus da tristeza e patógenos de sistema radicular, e na possibilidade de transmissão e per-petuação em plantas sadias. Parâmetros de diagnóstico do declínio vêm sendo avaliados com detalhamento, como padrão de proteínas da seiva do xilema e concentração de micronutrientes.

MSC x Tristeza
A hipótese da associação entre a morte súbita dos citros e a tristeza tem sido avaliada por pesquisadores do CCSM. Estudos têm sido direcionados no sentido de caracterizar a presença de isolados severos do vírus, como o complexo Capão Bonito, assim como a comparação entre o padrão de isolados de plantas em diferentes estágios da anomalia. Em virtude da complexidade do vírus da tristeza no Brasil, essa análise exige a aplicação de diagnóstico molecular e a utilização de anticorpos monoclonais, com capacidade de reconhecer raças severas do vírus. A avaliação molecular tem-se baseado na ampliação do gene do capsídeo e na comparação do padrão de migração em sistema de eletroforese desnaturante. Essa técnica permite comparar o padrão do vírus entre plantas e também a introdução de isolados estranhos ao complexo. De execução mais rápida e menos onerosa, o método ELISA, que utiliza anticorpos monoclonais, permite ainda a avaliação de um grande número de amostras.

MSC x Declínio
Face à grande semelhança de alguns dos sintomas da MSC com o declínio, parte dos estudos tem sido conduzidos no sentido de comparar parâmetros de um e de outro. Esses parâmetros incluem a capacidade de absorção de água injetada no tronco em um período de tempo, o padrão de proteínas presentes na seiva do sistema radicular, assim como o perfil de distribuição de nutrientes em tecidos do porta-enxerto e da copa.

MSC x Distúrbios Fisiológicos
Existe uma possibilidade de a MSC ser conseqüência de um acúmulo sucessivo de déficits hídricos a que a planta esteja sendo submetida. Essa deficiência poderia provocar o colapso funcional dos vasos do xilema, com conseqüências iniciais para a copa e, em seguida, para o porta-enxerto. Em função das condições edafo-climáticas nas regiões onde tem ocorrido a anomalia, essa hipótese precisa ser avaliada experimentalmente. Entretanto, parece ser pouco provável que ela venha a ser a causa do problema, uma vez que a MSC vem afetando apenas laranjeiras enxertadas em limão Cravo e não plantas sobre tangerina Cleópatra, mais suscetível à seca.

MSC x Desordens Nutricionais
Os resultados das análises químicas de amostras de tecido coletadas de plantas aparentemente sadias e com sintomas da MSC não permitiram estabelecer relações claras de causa e efeito entre a anomalia e desordens nutricionais. Os teores de nutrientes nas folhas de plantas doentes revelaram a carência de nitrogênio, o que está de acordo com a sintomatologia visual descrita, e teores mais elevados de mi-cronutrientes, quando comparados com folhas de plantas sadias. O mesmo é percebido para amostras retiradas do lenho do tronco quando comparados com o lenho dos porta-enxertos, cuja diferença parece variar entre plantas doentes e sadias.

MSC x Doenças Exóticas
A MSC apresenta sintomas inespecíficos de depauperamento e um efeito específico de combinação copa-porta-enxerto. Essas características a inserem no contexto dos “declínios de etiologia desconhecida”, reconhecidos na citricultura de diversos países. A descoloração dos tecidos da parte interna da casca do limão Cravo das plantas afetadas, indica similaridade com algumas doenças exóticas, como o declinamiento de Missiones, o stubborn, o huang long bing e a cachexia-xiloporose.

Até hoje a MSC foi observada somente em laranjeiras enxertadas em limão Cravo, razão pela qual os pesqui-sadores do CCSM iniciaram a avaliação de 40 seleções e híbridos de limão Cravo e de outros porta-enxertos em presença da anomalia. Pre-tende-se, a exemplo do que ocorre com o declínio, do qual ainda não são conhe-cidas as causas, selecionar porta-enxertos “tolerantes” aMSC. Na mesma linha de raciocínio, estão sendo produzidas mudas das principais cultivares de tangerinas, limas, limões, visando conhecer a sua suscetibilidade à nova doença.

Até que sejam elucidadas as causas da MSC, o CCSM desaconselha a utilização de borbulhas, sementes e mudas das re-giões que apresentam a anomalia. É ainda recomendável o levantamento do destino das mudas, borbulhas e sementes produzidas nessas regiões, nos últimos cinco anos, de modo a permitir o acompanhamento de áreas potenciais de ocorrência da doença.

Fonte: Informativo do Centro de Citricultura Sylvio Moreira de setembro de 2001

 

 

ALERTA PARA NOVA DOENÇA DOS CITROS
Pesquisadores de 10 instituições e de universidades brasileiras e estrangeiras estudam a origem da Morte Súbita dos Citros (MSC), doença descoberta no ano passado em um pomar de Comendador Gomes (MG), e que hoje já atinge 300 mil plantas do sul do Triângulo Mineiro e de quatro municípios produtores de laranja da região norte do interior paulista.
A doença foi batizada de Morte Súbita dos Citros por pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento, devido à rapidez com que mata os pés de laranja.

O Ministério da Agricultura está trabalhando na edição de uma Instrução Normativa Federal para definir normas de conduta que possam restringir a doença às regiões afetadas. Uma delas seria a proibição do trânsito de material vegetal, como mudas e borbulhas, para regiões onde não existe a doença
. Segundo o gerente do Departamento Científico do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Antônio Juliano Ayres, a atual incidência da doença não deverá afetar a safra paulista da laranja, cuja colheita começa em maio e deve prosseguir até dezembro. "O impacto hoje é diminuto porque há 300 mil árvores afetadas, quando o interior paulista conta com 200 milhões de pés". Os técnicos do Fundecitrus inspecionaram desde outubro 2.728 propriedades em 143 municípios de todas as regiões do parque citrícola.
Os levantamentos continuarão a ser feitos periodicamente, para controlar a disseminação da MSC no estado. A expectativa dos técnicos do Fundecitrus é a de que será preciso um ano de trabalho para se descobrir a causa da doença.

Gazeta Mercantil, em 21de março de 2002